A quem serve a pesquisa do Atlas Político?

Publicado em 12 fevereiro, 2020
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Terá duração curta a euforia dos bolsonaristas com a “pesquisa” do Atlas Político divulgada nesta quarta-feira (12) pelo jornal espanhol El País.

Institutos mais robustos estão em campo coletando pessoalmente sondagens sobre o governo Bolsonaro e os impactos da notícias mais recentes. (O levantamento do Altas Político foi realizado pelo telefone entre os dias 7 e 9 de fevereiro.)

Os eleitores de todos os estados estão sendo inquiridos acerca dos seguintes temas:

  • aumento no preço dos combustíveis
  • aumento do desemprego
  • aumento do trabalho informal (sem carteira)
  • fim das aposentadorias e pensões
  • desaceleração da produção industrial em 2019
  • diminuição de vendas no varejo no ano passado
  • lucros exorbitantes dos bancos
    filas no INSS
  • milícia e queima de arquivo
  • submissão aos EUA
  • recessão econômica
  • vexame no Enem
  • rachadinhas
  • congelamento do Bolsa Família
  • servidores públicos “parasitas”
  • privatizações

Experientes de CEOs da área de pesquisa fizeram questionaram ‘a quem serve’ a sondagem do Atlas Político.

Independente da resposta da pergunta acima, os números parciais desses institutos em campo são bem diferentes e não são tão bons para Bolsonaro et caterva.

Portanto, nos próximos dias, haverá uma “contraposição” aos números apresentados hoje pelo El País/Atlas Político. A conferir.

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O que mostrou o Atlas Político

  • “melhora” na economia fez aprovação a Bolsonaro subir 5%
  • Bolsonaro lidera a corrida presidencial com 41%
  • Luciano Huck tem 14% dos votos
  • Flavio Dino atinge 13%
  • João Doria patina com 2,5%
  • voto branco ou nulo bate 27%
  • Bolsonaro e Lula estão empatados na margem de erro com 32% e 28%, respectivamente
  • Moro tem 20% de intenção de votos
  • Ciro Gomes foi excluído da pesquisa
  • Sérgio Moro seria mais eficiente como candidato contra o PT
  • governo Bolsonaro é aprovado por 29%

A pesquisa do Atlas Político foi realizada na Internet via convites randomizados com 2.000 pessoas, entre os dias 7 e 9 de fevereiro, em todas as regiões do país. A margem de erro é de 2% para mais ou para menos e o nível de confiança é de 95%.

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