Veja por que vídeo de Abraham Weintraub “imprecionou” Bolsonaro; assista

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) ficou “imprecionado” com o vídeo publicado pelo ministro da Educação, Abraham Weintraub, e por isso o compartilhou em suas redes sociais neste domingo (12).

Para Weintraub, os concursos públicos no MEC só selecionam pessoas de esquerda porque não pergunta sobre matemática, somente história. Ele citou os últimos certames da Abin (Agência Brasileira de Inteligência) e o próprio Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM).

“Entre na internet e veja como foi o último concurso público da Abin. Se você ver, é um concurso que [não] tem praticamente nada de matemática e está lá falando governo estadunidense. Então você, na seleção, já seleciona pessoas com viés de esquerda nos concursos, como é o Enem”, recomendou Weintraub.

O vídeo ganhou impulso nas redes sociais após o presidente Bolsonaro endossar e compartilhar a crítica aos concursos públicos.

Como se fizesse de um limão uma limonada, Bolsonaro transformou a peça numa fake news contra os serviços públicos. Ele cravou que existem “doutrinação e mentiras até nos concursos”.

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“Caso fosse perguntado numa prova: após a saída de João Goulart, em 1964, quem assumiu a presidência da república? Qual sua resposta?”, questionou o presidente da República.

Goulart foi deposto por um golpe militar, que durou 21 anos.

“Veja, isso começou com o Fernando Henrique. A gente não está falando de 16 anos de PT, a gente está falando mais de um quarto de século. De continuamente uma doutrinação que começa de uma forma suave e gradualmente você vai começando a achar o errado normal. E de repente você tem que achar o errado bonito. É disso que a gente está falando”, atacou Abraham Weintraub.

O ministro da Educação também disparou contra os servidores da pasta que dirige afirmando que “esse corpo aqui está cheio de pessoas que prestaram concurso público. É importante que seja dito como são esses concursos públicos”.

O MEC tem 300 mil dos 600 mil funcionários do governo federal, disse Weintraub.

Bolsonaro e Weintraub atacam os concursos porque eles querem voltar aos tempos do “pistolão”, qual seja, do coronel político regional que indica os principais cargos públicos. Por isso o presidente ficou “imprecionado” com o ministro da Educação.

Assista ao vídeo: