Sem foice e martelo, Flávio Dino organiza atos para lançar ‘Movimento 65’ no país


O governador do Maranhão Flávio Dino, pré-candidato do PCdoB à presidência da República em 2022, prepara uma agenda de atos de lançamentos do “Movimento 65” em todo país. O Movimento 65 é o nome fantasia adotado pelo PCdoB para eleiçôes municipais de 2020.

Segundo os dirigentes do partido, o objetivo do Movimento 65 é atrair novas lideranças para a legenda sem o peso e a marca carregada pelo significado da palavra “comunista”. Daí a decisão de aposentar o tradicional símbolo comunista da foice cruzada com um martelo na propaganda do PCdoB.

Além disso, no plano político, o partido defende a montagem de uma “frente ampla”, reunindo os velhos partidos da direita tradicional e até bolsonaristas arrependidos, para fazer oposição aos ataques de Bolsonaro à democracia.

O movimento revisionista ganhou impulso no PCdoB após a decisão do lançamento de Flávio Dino para a presidência da República em 2022.

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Uma fonte no PCdoB afirmou que essa reviravolta no partido tem o objetivo de salvar a legenda, que pode desaparecer se continuar apegada a dogmas do passado. “Há uma cláusula de barreira, que se não for ultrapassada o partido cai na clandestinidade”, observou.

Por sua vez, o jornalista Ricardo Cappelli, uma espécie de “Steve Bannon” do governador do Flávio Dino, defende abertamente o abandono do que chama de “velhos dogmas comunistas”. Ele chegou a proclamar por um “Adeus Lenin” nas fileiras do PCdoB.