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Perdoado por Moro, Onyx Lorenzoni também está demissionário no governo Bolsonaro

O ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni (DEM-S), já caiu. Só não deitou ainda. Ele está demissionário, assim como o titular da Educação, Abraham Weintraub, que espera a oficialização de sua demissão por incompetência.

No início do governo Jair Bolsonaro (sem partido), Onyx foi perdoado pelo colega de ministério Sérgio Moro. O rapaz da Casa Civil tinha confessado que recebeu caixa 2 da JBS em campanhas eleitorais pretéritas.

Sérgio Moro, ex-juiz político, o perdoou porque o político gaúcho teria “assumido seus erros” e se desculpou –inclusive perante a Deus.

Se o ministro da Justiça havia perdoado os pecados do ministro da Casa Civil, o mesmo não ocorreu com Bolsonaro. O presidente parece não perdoar seu auxiliar –o número 2 no governo.

O caso da demissão-recontratação-demissão do Vicente Santini, aquele que usou o avião da FAB, é apenas um fio desencapado na relação entre Onyx e Bolsonaro.

Some-se a isso tudo, Onyx Lorenzoni é do DEM –partido dos presidentes da Câmara, Rodrigo Maia, e do Senado, Davi Alcolumbre– partido que vem espezinhando o governo federal. Prova disso é a sabugada que Maia deu esta semana em Weintraub e Salles.

Um dos cotados para assumir o cargo de ministro da Casa Civil, caso Onyx deite, isto é, seja demitido, é o deputado Ricardo Barros (PP-PR). O parlamentar pepista tem como lema ‘se hay gobierno, soy a favor’. Ele serviu aos governos petista, o de Michel Temer e agora pode servir também o de Bolsonaro.

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