MST lança em Brumadinho plano para plantar 100 milhões de árvores

Publicado em 23 janeiro, 2020
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No dia em que o crime da Vale em Brumadinho completa um ano, o MST realiza um ato político junto com a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e organizações da Frente Brasil Popular.

Em homenagem às vítimas, será lançado o Plano Nacional “Plantar árvores, produzir alimentos saudáveis”, que propõe plantar 100 milhões de mudas em 10 anos.

O Plano é a resposta do Movimento diante da conjuntura de entrega do Brasil aos estrangeiros e da devastação ambiental que é ignorada pelo governo Bolsonaro.

“É dever de todo aquele que acredita num mundo melhor mostrar sua indignação no dia 25. A igreja e os lutadores e lutadoras do povo se dispuseram a fazer desse dia, um dia de luta contra o modelo de mineração que mata. Por isso, apontamos um outro projeto para o campo, um outro projeto de sociedade, no qual nossos bens naturais sejam preservados e as pessoas tenham acesso aos alimentos saudáveis que nós produzimos”, afirma Silvio Netto, da direção nacional do MST.

O ato tem início às 13 horas com a Marcha do MST em Brumadinho, em seguida será plantada a primeira muda do Plano. Às 17 horas, o arcebispo de Belo Horizonte e presidente da CNBB, Dom Walmor, preside a Santa Missa em memória às vítimas da Vale. A programação encerra com o Ato Cultural da Frente Brasil Popular, às 19h.

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O MST tem denunciado o modelo predatório da mineração desde as lutas das mulheres no 8 de março e as primeiras ocupação das áreas de mineradora MMX, em 2017. No entanto, a empresa age com a certeza da impunidade, visto que ela calculou o preço de cada uma das 272 vítimas antes do rompimento da barragem em Brumadinho.

“A Vale tem um poderio muito grande nos governos, no Estado e também nos veículos de comunicação. Ela usa de uma estratégia de cooptação de algumas comunidades, mas diante da contradição toda que foram os dois crimes se abre a possibilidade da luta popular se sobrepor a tudo isso. E é na luta popular que vai ser superada essa impunidade”, aponta Netto.

As informações são do MST.

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