Contra desmonte da Petrobras, petroleiros decidem por greve


Os trabalhadores do Sistema Petrobras aprovaram, em assembleias realizadas por todo o país, o indicativo de greve por tempo indeterminado contra as demissões na Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados do Paraná (Fafen) e o descumprimento do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT). A Federação Única dos Petroleiros (FUP) e seus 13 sindicatos de base já enviaram comunicado à gestão da Petrobrás e das subsidiárias, informando o início da greve, a partir do primeiro minuto de sábado (01).

Os petroleiros asseguram que irão garantir o abastecimento da população durante todo o movimento grevista.

A luta da categoria é em defesa dos empregos e da Petrobrás a serviço do povo brasileiro.

A política neoliberal do governo Bolsonaro de privatização e fechamento de unidades estratégicas da Petrobrás impacta os petroleiros, com demissões em massa e ataques a direitos pactuados em acordos, e também prejudica a população.

A destruição da cadeia produtiva de óleo e gás é um dos principais motivos pelos quais a economia do país segue estagnada. A Petrobrás, que era uma das locomotivas do desenvolvimento nacional, reduziu em mais de 50% os investimentos no Brasil. Os R$ 104,4 bilhões investidos pela empresa em 2013 despencaram para R$ 49,3 bilhões, em 2018. Uma queda de 53%.

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Sem os investimentos da Petrobrás, o setor deixou de gerar mais de R$ 100 bilhões para o PIB nesse período. Como consequência, 2,5 milhões de postos de trabalho foram fechados, o que representa 19% da taxa de desemprego. Só no Sistema Petrobrás, foram fechados mais de 270 mil postos de trabalho, entre próprios e terceirizados.

Resultado das assembleias dos petroleiros pelo país:

Sindiquímica-PR – 100% de aprovação

Sindipetro Unificado de São Paulo – 88% de aprovação

Sindipetro Paraná e Santa Catarina – 87% de aprovação

Sindipetro Pernambuco e Paraíba – 87% de aprovação

Sindipetro Minas Gerais – 86% de aprovação

Sindipetro Duque de Caxias – 86% de aprovação

Sindipetro Rio Grande do Norte – 84% de aprovação

Sindipetro Rio Grande do Sul – 74% de aprovação

Sindipetro Espírito Santo – 75% de aprovação

Sindipetro Amazonas – 74% de aprovação

Sindipetro Norte Fluminense – 69% de aprovação

Sindipetro Bahia – 56% de aprovação (34% de abstenção e 10% de rejeição)

Sindipetro Ceará – 37% de aprovação (42% de abstenção e 21% de rejeição)

*Com as informações da CUT/FUP