Brasil e Índia ‘merecem’ uma cadeira no Conselho de Segurança da ONU, diz chanceler russo

Publicado em 15 janeiro, 2020
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Ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov.
Sergei Lavrov, chanceler russo, afirmou que Brasil e Índia “merecem” entrar no Conselho de Segurança da ONU, órgão que deve dar um “tratamento mais adequado” aos países em desenvolvimento.

As declarações do ministro foram feitas nesta quarta-feira (15), em discurso na conferência Diálogo de Raisina, em Nova Déli, na Índia.

“A nossa posição é que Índia e Brasil decididamente merecem estar no Conselho [de Segurança da ONU], junto com um candidato da África”, declarou.

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O ministro notou que “o principal e talvez único defeito do Conselho de Segurança” é a falta de representação dos países em desenvolvimento: “Um dos objetivos da reforma do Conselho é garantir que os países em desenvolvimento recebam melhor tratamento no órgão central da ONU.”

Lavrov disse acreditar que a tendência mais relevante nas relações internacionais hoje é a formação de um mundo multipolar, com a emergência de “novos centros de pujança econômica, poder financeiro e influência política”.

Nesse ínterim, ele mencionou o BRICS e o G-20 como organizações que já expressam o caráter multilateral do mundo atual.

“O G-20 é uma organização na qual é possível trabalhar, pois ela agrega o G-7, o BRICS e países que apoiam a agenda do BRICS em muitas ocasiões”, contou.

Para ele, a multipolaridade não deve ser construída com base em uma “balança de força bruta”, mas sim em um “concerto de interesses, modelos de desenvolvimento, culturas e tradições”.

Reforma do Conselho de Segurança
O Brasil tem como uma de suas bandeiras tradicionais de política externa o apoio à reforma do Conselho de Segurança da ONU.

O país faz parte do G-4, grupo de países que inclui também a Alemanha, Índia e Japão, que apoiam a reforma e são candidatos a uma cadeira permanente no principal órgão da ONU.

O Conselho de Segurança conta com quinze membros, dos quais cinco são membros permanentes com direito a veto: Rússia, China, França, Reino Unido e EUA.

As informações são da Agência Sputnik.

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