‘Bolsonaro vai congelar o salário mínimo’, denuncia deputada do PT

Publicado em 24 janeiro, 2020

A deputada Erika Kokay (PT-DF) denunciou nesta sexta-feira (24) que a nova regra do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) congela o salário mínimo, isto é, não prevê aumento real.

O governo estuda enviar ao Congresso Nacional projeto de lei prevendo reajustes do salário mínimo que levem em conta a inflação acumulada de dezembro a novembro, segundo o secretário especial de Fazenda do Ministério da Economia, Waldery Rodrigues. Atualmente, o governo precisa considerar a inflação anual, de janeiro a dezembro.

De acordo com a proposta gestada na equipe econômica, a partir de 2021 o novo mínimo teria o aumento real congelado por força de lei.

“Nos 13 anos de Lula e Dilma, o mínimo aumentou de R$ 200 para R$ 880, um crescimento de 340% do valor nominal e 77% de aumento real”, compara a deputada Erika Kokay.

O governo Bolsonaro pretende apenas corrigir a inflação, o que, a médio prazo, representaria perda de compra do salário mínimo. “Na prática, ela congela o salário mínimo”, disse a parlamentar petista, ao criticar a nova regra.

De 2007 a 2019, em virtude dos governos do PT, prevaleceu a política do aumento real no salário mínimo. A lei garantia que o salário mínimo tivesse aumento real, acima da inflação, sempre que houvesse crescimento econômico. Agora, adeus, no governo Bolsonaro.

A fórmula criada pelos governos petistas [Lula e Dilma] previa o cálculo levava da inflação do ano anterior, medida pelo INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor), mais o resultado do PIB (Produto Interno Bruto) de dois anos antes.

“É por isso que o PT precisa voltar, para restabelecer a política de aumento real no salário mínimo”, discursa a deputada Erika Kokay.

O diabo é que o salário mínimo será congelado, mas os preços continuarão disparando…

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