Análise: ‘Andar de cima’ pede a cabeça de Weintraub

Publicado em 30 janeiro, 2020


O congo soou para o ministro da Educação Abraham Weintraub, que provocou um desastre sem precedentes na condução do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). A pasta segue paralisada: programas e execução orçamentária seguem um curso errático e sem efetividade. Até compras básicas foram anuladas pelo Tribunal de Contas da União (TCU). Resumindo: uma gestão desastrosa.

As críticas verbalizadas pelo presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, expressam a posição do chamado “mercado”, ou seja, da plutocracia financeira, preocupada apenas com o andamento dos seus negócios. [“E que Weintraub não atrapalhe”], essa foi a mensagem de Maia, um porta-voz do “andar de cima”.

As declarações de Maia foram feitas em evento organizado pelo banco Credit Suisse que reuniu, na quarta-feira (29) em São Paulo, economistas, investidores e representantes do poder público para discutir uma agenda de “pilhagem” do Brasil.

“Como é que o investidor olha para o Brasil, que tem um ministro da Educação desse? [Pensa] Que o país não tem futuro. E ainda parece que tem um passado ruim, porque conseguiu fazer um cara desse ministro da Educação. Que construção que nós tivemos?”, disparou Maia.

O alarme do presidente da Câmara aperta mais ainda o cerco sobre a permanência de Weintraub na pasta. Na Esplanada dos Ministérios, aumenta o incômodo com a sucessão de notícias ruins, sem fim…

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Resta saber quanto tempo ainda vai durar a exposição das vísceras de Weintraub no ensolarado Planalto Central.

O relógio do tempo político acelerou a rotação dos ponteiros. Tic, tac, tic, tac…(M.A)