Mourão termina 2019 ileso, pronto para substituir Bolsonaro

Publicado em 31 dezembro, 2019

General Mourão ficou o ano de 2019 no “aquecimento” político, pronto para a missão de assumir a Presidência da República.
O vice-presidente da República, general Hamilton Mourão (PRTB), terminou o ano de 2019 ileso, sem avariações, e pronto para assumir caso falte o titular Jair Bolsonaro (sem partido).

“Bolsonaro não termina o governo”, disse neste fim de ano Ciro Gomes, em tom profético, à agência de notícias alemã Deutsche Welle. “É um irresponsável que lidera uma equipe de idiotas”, disparou o ex-presidenciável pedetista.

Dito isto, Mourão é típico animal que não teve um predador natural na política. Logo, ele foi preservado e poderá substituir Bolsonaro no marco da legalidade, da constitucionalidade, a cadeira na Presidência da República.

Jair Bolsonaro, se cair, cairá porque implementou à risca o projeto neoliberal que aniquilou o emprego, a renda, a aposentadoria, o patrimônio público, enfim, a possibilidade de felicidade de uma nação.

Entretanto, a velha mídia e os dispositivos de controle ideológico dirão que Bolsonaro “caiu” porque arrota à mesa ou solta puns durante as audiências. Bobagens. Até porque eles, a exemplo da Rede Globo, defendem exatamente as mesmas canalhices do ponto de vista econômico contra o povo brasileiro (reforma da previdência e trabalhista, só para citar duas).

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Mas então por que tirar Bolsonaro, se eles professam o mesmo neoliberalismo e a retirada de direitos dos trabalhadores?

Ora, eles, a burguesia e o capital financeiro, querem acelerar a tungada nos mais pobres e vulneráveis e por isso precisam fazer uma “mudança” leopardiana: “tudo deve mudar para que tudo fique como está”.

Hamilton Mourão nada fala sobre nada. Se assumir a cadeira de Bolsonaro, muito provavelmente, manterá as tolices na economia que aumentam o sofrimento e a pobreza do País.

O leitor precisa ter claro que se Bolsonaro cair antes de completar o 2º ano de mandato assume o vice-presidente. Portanto, ao que parece, o Bozo cai em 2020 –como pedem hoje as redes sociais de presente para o Ano Novo.

A Constituição prevê eleição indireta se o cargo ficar vago nos últimos dois anos do mandato, ou seja, a partir de 2021.

“Só três presidentes terminaram o mandato: Fernando Henrique, Lula e Juscelino Kubitschek. Os três passaram por mal bocados e tentativas de golpe só para manter a regra, mas conseguiram escapar. Todos os outros tiveram seus mandatos interrompidos”, recorda Ciro Gomes.

O general Hamilton Mourão, calado, vai sobrevivendo incólume e –provavelmente—já encomendou o novo terno para a posse.