MEC despeja TV Escola e anuncia o fim da parceria com a Roquete Pinto

Publicado em 13 dezembro, 2019
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O ministro Abraham Weintraub anunciou nesta sexta-feira (13) o fim da parceria do Ministério da Educação com a Associação Roquette Pinto, que produz o conteúdo veiculado pela TV Escola. O ministro também ordenou o despejo da emissora que estava localizada no 9º andar do prédio do MEC em Brasília.

Em comunicado, foi informado que o contrato do ministério com a associação não será renovado. Não há informações sobre a continuidade do canal. Em comunicado, o MEC informou apenas que as atividades da emissora podem ser exercidas por outra instituição pública. “O MEC estuda a possibilidade de as atividades do canal serem exercidas por outra instituição da administração pública”, diz a nota.

Também foi determinado o despejo da emissora da sala em que ficava localizada – no 9º andar do prédio do MEC, em Brasília. Segundo noticiou o Globo, os funcionários tiveram de encaixotar e retirar seus pertences às pressas.

A ordem de despejo atende a um ofício apresentado pelo MEC, em outubro, que pedia a desocupação do espaço. A associação entrou com uma liminar pedindo mais tempo para efetuar a mudança. Porém, na última quinta-feira, 12, a liminar foi derrubada pela juíza Adverci Rates Mendes de Abreu, da 20ª Vara Federal do Distrito Federal.

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A TV Escola foi criada em 1995, durante o governo Fernando Henrique Cardoso, na gestão do então ministro da Educação Paulo Renato Souza. A iniciativa era voltada para conteúdos educacionais direcionados a professores e estudantes.

O fim da parceria entre o MEC e Associação Roquette Pinto vem na esteira da polêmica estreia na TV Escola de programas do canal do Youtube Brasil Paralelo, que tem como bandeira o revisionismo histórico recionário da historiografia brasileira.

O Canal segue as ideias do jornalista Olavo de Carvalho, uma espécie de guru do governo Bolsonaro.

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