Maduro exige que Bolsonaro prenda terroristas que atacaram militares na Venezuela

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Venezuela redobra patrulhamento da fronteira; Nicolás Maduro teme invasão estrangeira no fim deste ano.

O k-suco ferveu para o lado do presidente brasileiro Jair Bolsonaro, que recebeu um ultimato da Venezuela nesta terça-feira (24).

O país vizinho exige que o governo Bolsonaro prenda imediatamente terroristas que atacaram a base militar no estado de Bolívar.

O presidente da Venezuela, Nicolas Maduro, pediu para que o Brasil não apoie “ações terroristas” contra a Venezuela. Ao mesmo tempo, o venezuelano exigiu das autoridades brasileiras a prisão dos envolvidos com o roubo de 120 armas de alto calibre um batalhão de Luepa, estado de Bolívar.

“Peço ao governo e às autoridades do Brasil que prendam esses agressores e devolvam as armas roubadas do governo da Venezuela”, exigiu o presidente Maduro.

Durante um discurso público, o presidente venezuelano exigiu o retorno de armas despojadas, que deveriam ser usadas pelos terroristas “para banhar o Natal venezuelano com sangue”.

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Bolsonaro segue negando envolvimento com o crime cometido no outro lado da fronteira.

O presidente da Venezuela disse que os governos do Brasil e do Peru decidiram negar laços com os terroristas e exigiram a captura e deportação de Vilca Fernández.

Por fim, Maduro reiterou seu compromisso de salvaguardar a paz da nação e enfatizou que, apesar do ataque dos setores intervencionistas “a Revolução continuará seu curso”.

No ataque, os mercenários levaram 120 rifles de alta potência e nove lançadores de foguetes RPG, que supostamente desejam desenvolver o “falso positivo” – uma artimanha militar utilizada para caracterizar pessoas mortas como inimigos abatidos em combate – para iniciar um conflito militar entre Estados Unidos, Venezuela, Brasil, Peru e Colômbia.