Justiça determina soltura de hacker de Moro e Deltan

Moro virou alvo de memes nas redes sociais, após ter celular invadido por hackers.

DJ Gustavo Elias Santos, acusado de integrar o grupo de hackers de “Vermelho”, que vazou conversas do ministro Sérgio Moro e o procurador da República Deltan Dallagnol, teve ordem de soltura expedida pelo juiz Vallisley de Souza Oliveira, da 10ª Vara Federal de Brasília.

Walter Delgatti Neto, o “Vermelho”, apontado como responsável pela invasão do aplicativo Telegram de autoridades públicas, está preso desde julho no âmbito da Operação Spoofing.

DJ também estava preso desde julho, quando a Polícia Federal localizou R$ 100 mil em espécie em sua casa durante busca e apreensão.

Os aquivos hackeados foram repassados ao site The Intercept Brasil, que deu início à série de reportagens da Vaza Jato, revelando o submundo da força-tarefa Lava Jato em Curitiba.

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O jornalista norte-americano Glenn Greenwald foi inocentado no inquérito da PF, bem como a jornalista Manuela D’ávila (PCdoB) que estabeleceu o contanto entre o fundador do site e “Vermelho”.

Além de DJ, outro amigo de “Vermelho” fechou delação premiada com o MPF: o estudante de direito Luiz Henrique Molição, que usará tornozeleira eletrônica.

Nessa guerra de informações e contrainformações, sobrou até para o humorista Gregorio Duvivier, colunista da Folha, que, segundo relatório da PF, quis saber de “Vermelho” se tinham mensagens de jornalistas da Globo. Ele se interessa, particularmente, de conversas Ali Kamel, e o diretor-geral da emissora de televisão, Carlos Henrique Schroder.

Duvivier, o “Jesus Cristo gay” no filme do Porta dos Fundos, também tinha curiosidade acerca do governador do Rio, Wilson Witzel (PSC). Porém, esclarece a própria PF, o humorista não é investigado.