Globo e Moro estão perdendo a pauta da prisão em 2ª instância

Publicado em 5 dezembro, 2019

Para a Rede Globo, a prisão de condenados em segunda instância antes de tudo é negócio bom e barato. A emissora reduziu muito seus custos de produção com o advento da Lava Jato, pois adotou desde 2014 o ‘copia e cola’ dos releases da força-tarefa.

Além do Crlt c + Crlt v, atalho da cópia no teclado, a TV Globo ainda se beneficiava de vazamentos seletivos principalmente do ex-juiz Sérgio Moro, pré-candidato à Presidência da República em 2022.

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Para o gado, isto é, os lavajatistas de boa-fé, a prisão de condenados sem o trânsito em julgado é [ainda] uma questão de “justiça”. Eles têm fetiche com algemas, fardas, cacetetes, etc. e tal. Trata-se de patologia crônica, portanto, passível de ‘excludente de ilicitude’ perante o Código Penal.

Já a emissora dos Marinhos e os integrantes da força-tarefa Lava Jato atentam contra a Constituição Federal, cometem crime de todas as naturezas, com a finalidade de se locupletarem direta e indiretamente, política e ideologicamente do populismo penal.

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Na terça-feira, dia 10, a Globo tentará a última cartada na CCJ do Senado porque na Câmara, nesta quarta-feira (4), ela e Moro foram derrotados.

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O Plenário da Câmara dos Deputados desconsiderou a antecipação da pena, garantindo a presunção da inocência, e mandou para os quintos do inferno a tal excludente de ilicitude –uma espécie de licença para matar pretos e pobres nas periferias brasileiras.

Enfim, para usar a doutrina Gilmar Mendes, o Congresso Nacional conseguiu de certa forma garantir alguns ‘marcos civilizatórios’ ao brecar o fornecimento de mão de obra barata para o PCC, o crime organizado, com a limitação do superencarceramento no País.

A Globo vai perdendo a pauta e Lula continua livre, solto e saltitante –de olho na volta ao Palácio do Planalto em 2022.

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Já Moro vai perdendo a bandeira político e, pelo andar da carruagem, terá de adiar o sonho de ocupar a cadeira que hoje pertence ao presidente Jair Bolsonaro.