Estas imagens de extrema violência justificam o fim da Polícia Militar; confira

Publicado em 3 dezembro, 2019
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A PM também se especializou na repressão aos movimentos de reivindicação, sobretudo de professores cuja categoria é formada majoritariamente por mulheres.
A extrema violência da Polícia Militar em todo o País ressuscitou o debate sobre o modelo ostensivo de policiamento, qual seja, o fim da PM.

A gota d’água foi o massacre de 9 jovens num beco em Paraisópolis, São Paulo, durante um baile funk. No entanto, infelizmente, os casos de covardia e violência contra a população mais pobre e negra não se esgotaram ali.

Espetadores e leitores do Blog do Esmael encaminharam aqui diversos vídeos sobre criminosas abordagens de PMs à população mais vulnerável (negra, pobre e jovem).

Numa das imagens fortes, morador de rua apanha da PM enquanto segura um prato de comida na mão; seu cachorro leva spray de pimenta nos olhos.

Noutro vídeo, dois homens são abordados no município de Pelotas (RS). São agredidos, espancados, mas estão com os documentos dias e não possuíam armas ou drogas. Então são liberados como se nada tivesse acontecido.

“Esse é o treinamento que recebem os policiais na academia de formação? Esse é o procedimento padrão para abordar dois jovens (provavelmente trabalhadores) que, afinal, não representavam qualquer risco e foram liberados?”, questionou o deputado Paulo Pimenta (RS), líder do PT na Câmara.

Por estas e outras imagens que ainda hão de vir a público, não resta dúvidas de que a PM é racista e tem como alvo os negros e pobres. Ou esse modelo militarizado de polícia acaba ou ele acaba com os brasileiros.

Evidentemente que a liberalidade do presidente Jair Bolsonaro e seu ministro da Justiça, Sérgio Moro, que pretendem dar uma licença para os policiais matarem, facilita a matança sob a perspectiva da aprovação da excludente da ilicitude.

Essa concepção “militar” de inimigo interno cumpre uma ideologia das forças armadas que representa a falsa realidade, portanto, se esclarece que pretos, pobres e jovens não são inimigos a serem abatidos pela PM.

Uma pesquisa da Fundação Getúlio Vargas (FGV) com 20 mil policiais, em São Paulo, realizada no ano de 2014, apontou que 72% dos PMs se disseram favoráveis à desmilitarização.

Esses casos de extrema violência não ensejariam a reabertura do fim da PM?

Confira os vídeos:

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