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Cresceu o emprego precarizado no governo Bolsonaro, revela o CAGED

O Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED), do Ministério do Trabalho, põe a nu o suposto aumento de empregos no Brasil durante o mês de novembro. Segundo o órgão, 11,4% dos postos criados são intermitentes, qual seja, precarizados.

A modalidade do trabalho intermitente foi gerada na reforma trabalhista ainda no governo de Michel Temer (MDB), que consiste na contratação que não prevê jornada fixa. O trabalhador é convocado de maneira esporádica com intervalos de inatividade.

Desde que foi aprovado o trabalho intermitente com carteira assinada [sim, a intermitência foi legalizada], em julho de 2017, foram criados apenas 1,124 milhão de empregos formais. Desses 133 mil foram intermitentes, isto é, 11,8% sem jornada ou salário fixo –porém com carteira assinada.

O intermitente é mais usado nas vésperas do Natal nos setores de comércio e serviço, portanto, na semana que vem tudo volta como dantes…

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UBER

O fenômeno da precarização do trabalho pode ser mais bem observado com a uberização.

Um motorista do aplicativo UBER em Curitiba, por exemplo, dirige até 18 horas para obter seu sustento e da família. A jornada extensa equivale à jornada do período da escravidão, que legalmente se encerrou no País em 1888.

O trabalhador no UBER foi ganhado ideologicamente para a tese de que ele é o “patrão” e “é ele quem define” a própria jornada de trabalho. Duas mentiras toscas.

Primeiro, o aplicativo tem dono; e segundo são os algoritmos que determinam o valor da corrida (oferta e procura) e se ele está na área de cobertura da chamada do usuário.

Outra questão que não é de somenos diz respeito à falta de proteção social ao “UBER” –o motorista do aplicativo. Se adoecer ele ou alguém da família, Deus me livre guarde, não terão as corridas, o dinheiro, e ainda sobrará as despesas com remédio e hospital. Eis a realidade verdadeira.

Se é que há como comparar, a escravidão moderna consegue ser pior que a encerrada no século XIX. Naquela época, ao menos, havia comida e alimentação aos trabalhadores.

Quanto à jornada, ambas parecidas, eram tão penosas (fisicamente) como as de hoje que exaurem mental e fisicamente o trabalhador do aplicativo.