TRF4 confronta o Supremo, denunciam lideranças do PT

Publicado em 27 novembro, 2019
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As principais lideranças do PT denunciaram nesta quarta-feira (27) o TRF, de Porto Alegre, por confrontar o Supremo Tribunal Federal (STF).

A 8ª turma do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) condenou, hoje, em 2ª instância o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva por corrupção e lavagem de dinheiro no caso do sítio de Atibaia.

O relator da Lava Jato no TRF4, João Pedro Gebran Neto, votou pelo aumento da sentença para 17 anos, um mês e 10 dias.

Mesmo que com a confirmação da ‘sentença copia e cola’ e o aumento da pena do ex-presidente Lula, no caso do sítio de Atibaia, o tribunal de segunda instância não pode determinar a prisão do petista. O STF decidiu no início deste mês pela impossibilidade da antecipação da pena sem o trânsito em julgado.

Para a presidenta nacional do PT, deputada Gleisi Hoffmann (PR), o TRF4 lidera um ‘motim judicial’ contra o Supremo.

“É motim judicial?”, perguntou a dirigente, que então cita Gebran Neto por dizer que o STF deveria decidir que ordem das alegações valeria para futuro.

Segundo relator na 8ª Turma do TRF4, juízes não advinham sem novas regras e que a ordem nas alegações finais não demonstrou prejuízo à defesa de Lula.

“Assim, não devolveu o processo copia ecola e ainda propôs aumento de pena para Lula. Data máxima vênia, banana para a Constituição Federal”, protestou Gleisi.

O ex-presidente da OAB-RJ, Wadih Damous, também criticou o tribunal porto-alegrense. Para o ex-deputado, a 8ª Turma é um braço da Lava Jato no TRF4.

“Quem não entende isso não vai entender nada. O que eles decidiram foi confrontar o Supremo, ignorar as provas de parcialidade de Moro e reiterar que o destino de Lula é a prisão”, afirmou Damous.

O ex-senador Lindbergh Farias (PT-RJ), pelo Twitter, disse que não surpreende que Gebran mantenha seu julgamento político contra Lula. “Mas desrespeitar a decisão do STF sobre a ordem das alegações de delatores e defesa torna a perseguição ainda mais explícita”, fulminou.

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