Greenpeace repudia assassinato de líder indígena no Maranhão


A organização ambientalista Greenpeace divulgou nota neste sábado (2) em que repudia o assassinato do líder indígena Paulino Guajajara por uma emboscada preparada por madeireiros na sexta-feira (1), no interior da Terra Indígena Araribóia, em Bom Jesus das Selvas, no estado do Maranhão.

A entidade denuncia a “omissão do Estado em proteger os territórios indígenas” e exige que sejam tomadas “imediatas ações para evitar a ocorrência de mais conflitos e mortes na sregião”.

Confira a íntegra da nota do Greenpeace:

O Greenpeace Brasil repudia a violência contra os povos indígenas e se solidariza com o povo Guajajara diante do assassinato do Guardião Paulo Paulino Guajajara.

Paulino Guajajara é a mais recente vítima da omissão do Estado brasileiro em cumprir seu dever constitucional de proteger as terras indígenas.

Uma emboscada feita por madeireiros no interior da Terra Indígena Araribóia, região de Bom Jesus das Selvas, no Maranhão, entre as Aldeias Lagoa Comprida e Jenipapo, resultou no assassinato do indígena Paulo Paulino Guajajara nesta sexta-feira (01/11). Segundo informações obtidas até este momento, o Guardião Laércio Guajajara também foi baleado durante o atentado e um madeireiro teria morrido.

Diante da omissão do Estado em proteger os territórios indígenas, os “Guardiões da Floresta” têm assumido este papel para si, e todos os riscos associados a ele.

Invadidas por grileiros e madeireiros, as terras indígenas do Maranhão têm sido palco de uma luta assimétrica, onde pequenos grupos de Guardiões optam por defender, muitas vezes com a própria vida, a integridade de seus territórios.

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Paulino e Laércio são as mais recentes vítimas de um Estado que se recusa a cumprir o que determina a Constituição Federal.

Repudiamos toda a violência gerada pela incapacidade do Estado em cumprir seu dever de proteger este e todos os territórios indígenas do Brasil e exigimos que sejam tomadas imediatas ações para evitar a ocorrência de mais conflitos e mortes na região.

Nos solidarizamos com os bravos guerreiros Guajajara da Terra Indígena Arariboia e com os Guardiões da Floresta, do Maranhão e de todo o Brasil, que continuam a lutar diariamente pelo direito de existir.

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