Procurador teve ‘um dia de Janot’ ao esfaquear juíza no TRF3

Publicado em 4 outubro, 2019

Um dia de fúria ou ‘um dia de Janot’. Foi assim que alguns definiram o ataque à faca do procurador da Fazenda, Matheus Carneiro Assunção, à juíza federal Louise Filgueiras, na sede Tribunal Regional Federal da 3ª Região, em São Paulo.

A alusão ao ex-procurador-geral da República, Rodrigo Janot, é porque ele confessou na semana passada que cogitou assassinar a tiros o ministro do STF Gilmar Mendes. O ex-PGR revelou em seu livro que foi armado ao Supremo, mas desistiu de efetuar os disparos.

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No caso de Assunção, que deu várias facadas na juíza, ele estava transtornado –informaram testemunhas. O agressor utilizou uma faca de cozinha e a vítima teve cortes superficiais no pescoço, relata o TRF3.

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Diferente de Janot, que desistiu da empreitada, o procurador foi em frente e cometeu o crime de homicídio tentado cuja tipificação prevista está nos artigos 14 e 121 do Código Penal Brasileiro.

O TRF3 emitiu nota oficial afirmando que “lamenta profundamente o ocorrido, reitera seu comprometimento com a segurança de todos os seus magistrados, servidores, colaboradores em geral e público externo e irá tomar todas as medidas necessárias para a minuciosa apuração do ocorrido.”

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O procurador agiu pela força do exemplo [Janot] e prova que a sociedade adoece cada vez mais com gestos de ódio e violência.

Aliás, o mal exemplo de Janot inspirou bolsominions a divulgarem vídeo praticando tiro ao alvo num foto do ex-presidente Lula.

Veja o vídeo:

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