Peru: Golpista Vizcarra anuncia apoio das Forças Armadas


A crise política e institucional no Peru se ampliou nas últims horas, após o presidente Martín Vizcarra ordenar a dissolução do Congresso na noite desta segunda-feira (30). Em resposta os parlamentares de oposição nomearem a vice-presidente do Congresso, Mercedes Aráoz, como líder interina do país, alegando que Vizcarra não tem capacidade moral para comandar o Peru.

O gabinete da Presidência publicou um tuíte com uma foto de Vizcarra, um político conservador, sentado à mesa com o chefe do Comando Conjunto das Forças Armadas e os comandantes-gerais do Exército, da Marinha, da Aeronáutica e da polícia, assegurando o apoio.

A entrada das FFAA no conflito agudiza ainda mais a crise em curso e pode descambar para um regime de força. A lembrança do golpe de Fujimore, que começou com o fechamento do Congresso, ressurge com força na memória dos peruanos.

O país atravessa uma prolongada crise institucional, que já teve como saldo a prisão de três ex-presidente e o suicídio de um, o do ex-presidente Alan Garcia. A Lava Jato peruana, em nome do combate à corrupção, contribuiu para desestabilizar as instituições políticas do país.

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Vizcarra acusa o Congresso de dificultar o trabalho do governo com frequentes interpelações a ministros, além de pressionar pela renúncia de membros do gabinete.

Cerca de 86 parlamentares, dentre os 130 membros do Congresso, se negaram a deixar a Casa na noite de segunda-feira e, em uma inesperada sessão, aprovaram a suspensão das funções de Vizcarra por 12 meses devido a “incapacidade temporária”, informa a agência Reuters.

O Twiiter oficial da presidência do Peru mostra Vizcarra com os comandantes militares:

*Com informações de agências internacionais