Joice Hasselmann é condenada por livro da Lava Jato

Publicado em 9 outubro, 2019
Compartilhe agora!


A deputada federal Joice Hasselmann (PSL-SP) foi condenada a pagar R$ 20 mil por danos morais a um empresário, o primeiro denunciante da Lava Jato, por tê-lo citado como um delator em um livro sobre a operação Lava Jato. A decisão é do juiz André Augusto Salvador Bezerra, do Tribunal de Justiça de São Paulo.

Em março de 2018, o empresário Hermes Freitas Magnus processou Joice Hasselmann, à época pré-candidata a deputada, e a editora Universo dos Livros, alegando que o livro Delatores — ascensão e queda dos investigados na Lava Jato , lançado no fim de 2017, causou-lhe “humilhação pública” e “grande sofrimento”, por ter aparecido na obra como “denunciante” do esquema, e não “delator”.

“Basta ler o livro para se verificar o cunho pejorativo, denegridor e diminuto que se deu à conduta” de Magnus, escreveu a defesa, que disse que “a honra pessoal, cívica, patriótica, profissional e o equilíbrio psíquico” do empresário foram “espancados” por Joice Hasselmann.

LEIA TAMBÉM:

Em guerra com Eduardo Bolsonaro, Joice namora PRTB de Mourão

Eduardo Bolsonaro arma ‘golpe’ para barrar candidatura de Joice no PSL

Para Chico Buarque, o boicote de Bolsonaro é mais um prêmio

O empresário disse que está em “sérias dificuldades econômicas”, “asilado em outro país, vivendo atualmente com ajuda de parentes, amigos e do governo estrangeiro”.

Ele também solicitou uma indenização de R$ 2 milhões, “o mínimo razoável”, com “função pedagógica” para evitar que Joice Hasselmann voltasse a “adotar condutas de desprezo aos direitos de terceiros e práticas abusivas contra a liberdade de imprensa”.

*Com informações da revista Época

Compartilhe agora!