Glenn Greenwald comemora pedido de convocação de Carlos Bolsonaro na CPI das Fake News

Publicado em 22 outubro, 2019

O jornalista norte-americano Glenn Greenwald, fundador do site The Intercept Brasil, comemorou na noite desta terça-feira (22) a formalização da convocação de Carlos Bolsonaro, o Pavão Misterioso, na CPI das Fake News.

Glenn retuitou uma matéria do jornal O Globo sobre o pedida da oposição para a convocação de “Carluxo”, apelido do filho do presidente Jair Bolsonaro (PSL).

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Vereador da cidade do Rio de Janeiro, Carluxo foi apontado pela deputada Joice Hasselmann (PSL-SP), em entrevista ao programa Roda Viva, nesta segunda-feira (21), como um dos líderes da milícia virtual cuja especialização é a difamação e disseminação de notícias falsas usando aplicativos de mensagens como o WhatsApp, Twitter e Facebook.

Para agravar a situação, a ex-líder do governo ainda denunciou que “dentro do Palácio do Planalto”, “no gabinete do presidente”, há um grupo responsável por produzir fake news contra adversários políticos.

“O vereador da cidade do Rio de Janeiro, Carlos Bolsonaro, filho do Presidente Jair Bolsonaro, foi o responsável pela estratégia e operacionalização da campanha de seu pai nas redes sociais em 2018. O próprio Presidente da República admitiu que Carlos ‘se destacou à frente das mídias sociais’ durante sua campanha. Carlos Bolsonaro se licenciou de seu mandato de vereador para trabalhar em tempo integral para a campanha do pai”, diz trecho do requerimento do senador Randolfe Rodrigue (REDE-AP).

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Nas últimas horas, Glenn Greenwald afirmando que o ministro da Justiça, Sérgio Moro, tinha elementos de sobra para encontrar o “Pavão Misterioso” que divulgou notícias falsas sobre os deputados Marcelo Freixo e David Miranda, ambos do PSOL do Rio, e o jornalista Leandro de Mori, do Intercept.

“O gabinete presidencial é o quartel general da disseminação das fakenews. Quem está dizendo isso é a ex-líder do governo no Congresso Joice Hasselmann. É gravíssimo! Ela implicou toda a família Bolsonaro nos crimes de calúnia e difamação”, reforçou Freixo.

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