Equador: Novas manifestações pedem a saída de Moreno nesta sexta


Novas manifestações populares acontecem nesta sexta-feira (11) no Equador, como parte da resistência permanente declarada por movimentos indígenas, sindicais e sociais contra as medidas econômicas neoliberais do presidente Lenín Moreno, que afetam a maioria da população do país.

Enquanto na cidade de Loja está convocada uma mobilização de nacionalidades e organizações sociais, nesta capital, espera-se a chegada de um contingente de diversos povos ancestrais, que vão se juntar aos milhares de indígenas que desde quarta-feira lideram os protestos.

Sob o slogan de ‘A Greve Continua’, se mantém a mobilização nas ruas, tomadas desde 3 de outubro por milhares de pessoas, distribuídas em vários pontos do território nacional, para pedir a saída do governo liderado por Lenín Moreno, que fechou um acordo com o Fundo Monetário Internacional (FMI), atingindo fortemente as condições de vida população equatoriana.

As principais reivindicações são: revogar o Decreto 883, que liberou o preço da gasolina extra e do diesel, assim como voltar atrás em um pacote de reformas tributárias e trabalhistas, prejudiciais para as pessoas de menor renda.

Também exigem que o executivo acabe com a repressão policial desencadeada contra os mobilizados, que deixou ao menos cinco mortos e vários feridos.

Decididos a se manterem em pé de luta, aqueles que se opõem às ações recentes da administração nacional rejeitam toda e qualquer possibilidade de diálogo, diante da recusa do executivo para suspender a disposição que eliminou o subsídio aos combustíveis.

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Para sentar-se à mesa de negociações, os setores populares pedem também a renúncia imediata dos ministros de Governo, Maria Paula Taborda, e Defesa, Oswaldo Jarrín, a quem responsabilizam pela onda repressiva, e a saída do FMI do país.

A entrada em vigor desta disposição, disparou, de imediato, os preços de alimentos da cesta básica e elevou o valor das passagens no transporte público.

O chamado “pacotaço” inclui a redução em 20% o salário para contratos temporários renovados e diminuir o período de férias dos empregados de empresas públicas, de 30 para 15 dias. Além disso, propõe reduzir tarifas, remover s devolução do imposto de renda e reduzir o piso para saída de divisas, normas que beneficiam os mais ricos.

*Com informações de Prensa Latina