Conselhos tutelares: Fraudes e desorganização anulam 9 eleições no país

Publicado em 7 outubro, 2019


As eleições para os conselhos tutelares, neste domingo (6), foram marcadas por forte polarização política em todo o país. Setores das igrejas evangélicas, católicos, grupos políticos de esquerda e prefeitos mobilizaram milhares de pessoas, o que mostrou a relevância da função dos novos conselheiros tutelares que vão atuar pelos próximos quatro anos nas capitais e municípios brasileiros.

A ocorrência de fraudes, como compra de votos e boca de urna foram registradas e ao menos nove eleições que terão de ser repetidas, como é o caso de Curitiba, Paranaguá (PR) e Olinda (PE). Até o final da tarde de domingo, 16 capitais e o Distrito Federal já haviam conhecidos os novos conselheiros, que vão tomar posse no cargo em janeiro do próximo ano.

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Na cidade de São Paulo, das 52 unidades tutelares, três tiveram as votações anuladas por fraudes: Pirituba e Pinheiros, na Zona Oeste, e em Lajeado, na Zona Leste. A prefeitura da capital paulista irá marcar uma nova data para realizar a votação nesses bairros.

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Em Curitiba, o Conselho Municipal dos Direitos da Criança e Adolescente (Comtiba) decidiu anular as eleições alegando problemas organizativos e irregularidades. O nova data para as eleições será definida ainda nesta semana. O mesmo aconteceu em Campo Largo, Região Metropolitana de Curitiba, que suspendeu a eleição por um erro na formatação das cédulas. Em Paranaguá, no litoral do Estado, a Justiça suspendeu as eleições.

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No Rio de Janeiro, o Ministério Público vai investigar a denúncia de 103 irregularidas e examina impugnações de candidatos ligados aos grupos de evangélicos e milicianos.