Chile: Greve geral e milhares nas ruas pedem ‘fuera Piñera’

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Uma greve geral e marchas multitudinárias em Santigo e em diversas cidades do Chile nesta quarta-feira (23) repudiaram a truculência militar e o governo neoliberal de Sebastián Piñera. A greve geral convocada por centrais sindicais, movimentos populares e organizações estudantis também exigiu a revogação imediata do estado de emergência.

Em Santigo, os manifestantes ocuparam praticamente toda a região central da cidade. Marchas em Valparaíso, La serena e em todas regiões do país ocorreram nesta quarta.

Em coletiva de imprensa realizada pelos sindicatos e movimentos sociais que convocaram a greve geral afirmaram que o balanço do dia de hoje é positivo pois “o povo respondeu à convocação, o povo despertou”.

A greve geral iniciada nesta quarta, que prossegue nesta quinta-feira (24), acontece após a explosão popular detonada por um aumento de 30 pesos (R$ 0,20) nas tarifas do metrô em Santiago, mas que logo abarcaram a insatisfação com a precarização dos serviços públicos, as desigualdade social e o arrocho do governo neoliberal do atual presidente.

Em reação aos protestos, Piñera decretou estado de emergência em 15 das 16 regiões do Chile, impôs toque de recolher em algumas zonas, especialmente Santiago, e colocou o Exército nas ruas.

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O saldo da repressão ordenada pelo governo criminoso e antissocial de Piñera resultou em 18 mortos, mais de cem feridos pelas força de segurança e mais de dois mil presos.

A oposição política ao governo de Piñera defende um conjunto de medidas democráticas e de reformas econômicas para reverter o caos social provocado pela aplicação há décadas de um modelo econômico neoliberal selvagem e desumano.

O presidente, nas últimas horas, adotou um tom mais conciliador diante da onda de protestos iniciados na sexta-feira (18).