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Subprocurador-geral da República pede que livro de Janot seja apreendido

Rodrigo-Janot-1 O subprocurador-geral da República Moacir Guimarães Morais Filho pediu nesta segunda-feira (30) ao Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) que apreenda todos os exemplares do livro “Nada menos que tudo”, em que o ex-procurador-geral da República Rodrigo Janot revela ter planejado matar o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

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Moacir Guimarães também pede que, caso o livro ainda não esteja à venda, as páginas em que Janot fala de sua vontade de matar Gilmar sejam retiradas da obra.

“A prova da confissão da suposta conduta delituosa está a suscitar comentários na sociedade e nas instituições, razão pela qual o suplicante considera nociva à divulgação do livro sem que sejam excluídos dele os capítulos relativos ao fato confessado pelo autor da obra”, argumenta o subprocurador-geral da República no pedido ao CNMP.

No livro, Janot conta que em 2017 chegou a ir armado ao Supremo com intenção de matar Gilmar Mendes e, em seguida, se matar.

“Quando procurei o gatilho, meu dedo indicador ficou paralisado. Eu sou destro. Mudei de mão. Tentei posicionar a pistola na mão esquerda, mas meu dedo paralisou de novo. Nesse momento, eu estava a menos de 2 metros dele. Não erro um tiro nessa distância. Pensei: ‘Isso é um sinal’. Acho que ele nem percebeu que esteve perto da morte. Depois disso, chamei meu secretário executivo, disse que não estava passando bem e fui embora. Não sei o que aconteceria se tivesse matado esse porta-¬voz da iniquidade. Apenas sei que, na sequência, me mataria”, relatou o ex-procurador-geral em entrevista a veículos de comunicação na última quinta-feira (26).

Com informações do Estadão.