Repúdio à censura marca o lançamento da Frente Parlamentar Mista em Defesa do Livro

Publicado em 11 setembro, 2019
Compartilhe agora!

Em resposta ao recente episódio de censura na Bienal Internacional do Livro do Rio de Janeiro (RJ), deputados, senadores e diversas entidades sociais lançaram nesta terça-feira (10) a Frente Parlamentar Mista em Defesa do Livro, da Leitura e da Escrita. A iniciativa partiu do senador Jean Paul Prates (PT-RN), em parceria com a deputada federal Fernanda Melchionna (Psol-RS).

Os dois parlamentares presidirão a frente suprapartidária, que obteve a adesão de cerca de 200 congressistas e terá como vice-presidentes a senadora Leila Barros (PSB-DF) e o deputado federal Waldenor Pereira (PT-BA).

LEIA TAMBÉM:
#VazaJato revela novos crimes de Moro e procuradores da Lava Jato; confira

CPMI das Fake News convoca representantes de Whatsapp, Google, Twitter e Facebook

Urgente: Trabalhadores dos Correios entram em greve contra a privatização

Durante o lançamento na Câmara dos Deputados, os parlamentares fizeram a leitura do Manifesto Contra a Censura na Bienal do Livro do Rio de Janeiro. Os participantes do evento classificaram como “abominável” a tentativa de instalar “a censura à liberdade artística e de expressão no país”.

“Querem tornar o Brasil refém de um pensamento político difuso, reacionário e ultrapassado. Censura nunca mais”, diz trecho do documento lido no lançamento da frente.

O senador Jean Paul Prates conclamou os representantes das cerca de 50 entidades, associações e organizações da sociedade civil presentes no evento a participarem das audiências públicas e debates que serão realizados pela Frente Parlamentar Mista do Livro, da Leitura e da Escrita.

Jean Paul repudiou as ameaças ao que classificou de “graves ameaças às liberdades democráticas com a tentativa de reinstalar a censura no Brasil”.

“Estamos vivendo um período muito ruim para a democracia, mas ainda podemos reagir. Não há como ficar olhando as coisas acontecerem contemplativamente. Temos de fazer alguma coisa. Esse ato é muito importante, porque é uma primeira reação”, afirmou.

Fernanda Melchionna alertou que “vivemos um tempo histórico em que tentam voltar com a censura no Brasil”. “Não é um raio no céu azul. É um projeto autoritário que, para se instalar no país, precisa liquidar o pensamento crítico, atacar as artes, o cinema e a leitura e fazer como fizeram em todos os períodos autoritários da nossa história: queimar livros”, advertiu.

A deputada disse, ainda, que a reação da sociedade civil à censura do prefeito Marcelo Crivella (PRB) à Bienal Internacional do Livro do Rio de Janeiro “mostrou que é possível reagir ao autoritarismo”. “Não vai ter censura”, pregou.

As informações são do PT.

Compartilhe agora!