França: Mélenchon, como Lula, é alvo de perseguição judicial


Em um tribunal de Bobigny, localizado próximo de Paris, teve início nesta quinta-feira (19), o processo contra o líder da França Insubmissa, Jean-Luc Mélenchon, por acusações de insubordinação e rebelião que o partido de esquerda denúncia como perseguição política.

Mélenchon e cinco militantes de sua organização política são acusados de ‘intimidação contra a autoridade judicial, rebelião e provocação, depois de incidentes relacionados com o ataque em outubro passado de sua casa e à sede da França Insubmissa, o principal partido de esquerda do país.

O dirigente e seus companheiros chegaram as 08:30, hora local, ao tribunal localizado no departamento norte de Sena-Saint Denis, apoiados por seguidores que qualificaram o processo de Lawfare, termo utilizado para descrever o uso da justiça como instrumento para perseguir e intimidar opositores.

Com cartazes e slogans chamaram à resistência e condenaram a manipulação do caso.

Em uma recente declaração, França Insubmissa denunciou que o processo tem como base a difusão nos meios de extratos específicos de um video ocorrido nesse dia.

LEIA TAMBÉM:

Mélenchon, líder da esquerda francesa, denuncia prisão política de Lula

Imprensa francesa dá destaque a visita de Mélenchon ao ex-presidente Lula

Os advogados de Jean-Luc Mélenchon exigiram as imagens completas e nunca as obtiveram, até que foram publicadas por quem as tomaram, mostrando as mentiras, disse.

O próprio líder da FI insistiu que é um alvo de ‘uma execução política’ e advertido que do processo em Bobigny pudesse sair com até 10 anos de prisão e uma multa de 150 mil euros.

‘A intenção é afetar-nos o maior tempo possível. Uma representação que precede a uma execução política, na que estamos condenados de antemão’, afirmou em uma entrevista publicada no domingo em Lhe Journal du Dimanche.

Durante sua recente viagem pela América Latina, que incluiu uma visita ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, preso político da Lava Jato, Mélenchon condenou o Lawfare e instou a sua condenação a nível internacional.