Direita no Chile assassinava Salvador Allende há 46 anos

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O Chile também não se recuperou ainda do trauma do assassinato do presidente Salvador Alende, no dia 11 de setembro de 1973, portanto há 46 anos.

O mundo recordou nos últimos dias do ataque ao Palácio La Moneda, sede do governo chilena, por forças de direita, lideradas pelo general Augusto Pinochet, diante das manifestações odiosas do presidente brasileiro Jair Bolsonaro (PSL).

Para revidar os dados sobre o aumento na violência no país, divulgado pela alta comissionaria da ONU, Michele Bachelet, ex-presidenta do Chile, Bolsonaro botou o dedo na ferida do país andino.

Ao reclamar do relatório de Bachelet, Bolsonaro atacou: “Diz ainda que o Brasil perde espaço democrático, mas se esquece que seu país só não é uma Cuba graças aos que tiveram a coragem de dar um basta à esquerda em 1973, entre esses comunistas o seu pai brigadeiro à época.”

O pai da ex-presidenta do Chile, Alberto Bachelet, era brigadeiro da Força Aérea e se opôs ao golpe dado por Augusto Pinochet em setembro de 1973. Ele foi preso e torturado pelo regime e morreu sob custódia, em fevereiro de 1974. Tinha 50 anos.

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O líder do MTST, Guilherme Boulos, abordou a questão pelo Twitter: “O Brasil hoje tem um presidente fã declarado de Pinochet e que tira sarro da família de torturados e assassinados políticos.”

“Salvador Allende foi morto depois do golpe de Pinochet, que durou 17 anos e deixou mais de 40 mil mortos”, completou Boulos.

O ministro das Relações Exteriores da Venezuela, Jorge Arreza, também se manifestou sobre a data do assassinato do presidente chileno.

“Há 46 anos, a elite dominante nos EUA e na ultra-direita chilena teve que executar um golpe de estado sangrento para distorcer a vontade dos humildes e derrubar o companheiro Presidente Salvador Allende. Hoje, Allende vive e vibra nas aldeias de toda a América!”, escreveu o ministro bolivariano.

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