De posse de áudio, Requião cria sua ‘Vaza Jato’ e vai pra cima de procurador da Lava Jato

Publicado em 25 setembro, 2019
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O ex-senador Roberto Requião (MDB-PR) requisitou, junto a sua assessoria, áudio da coletiva do procurador Diogo Castor de Mattos, da Lava Jato, ocorrida em 26 de setembro de 2018.

Na época, o integrante da força-tarefa igualou o emedebista ao ex-governador Beto Richa (PSDB) ao afirmar que havia um esquema de pagamento de propina em troca da “boa vontade” de órgãos do governo do Paraná com as demandas das concessionárias que compõem o chamado Anel da Integração.

Segundo o integrante do Ministério Público Federal, o “pedagioduto” teria passado por três governos distintos do estado – Jaime Lerner, Roberto Requião e Beto Richa –, seguindo até janeiro de 2018.

“O ex-governador [Beto Richa] seria um dos beneficiários finais do esquema por meio de Luiz Abi. Em relação a outros governos, deve ser aprofundada a investigação para saber a extensão da consciência dos outros ex-governadores, mas até onde a gente sabe, esses esquemas se estendem da área técnica à esfera política”, disse na oportunidade o procurador Diogo Castor de Mattos, da Lava Jato.

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De posse desse áudio, Requião resolveu criar sua própria ‘Vaza Jato’ e levar mais essa demanda contra o procurador ao Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP). O emedebista estuda uma ação por difamação, mas, se Conselho amarelar, a Lei de Abuso de Autoridade faculta a ação privada de Requião contra o procurador da Lava Jato.

O ex-senador acredita que a coletiva de Castor de Mattos ocorreu com o ânimo de derrotá-lo na disputa pelo Senado, de acordo com a Reclamação Disciplinar que ele e Gleisi Hoffmann (PT-PR) fizeram hoje ao mesmo CNMP.

Mattos e o coordenador da força-tarefa Deltan Dallagnol, em conversas divulgadas pelo Intercept, tinham os dois ex-senadores como “inimigos” e cogitaram candidatura ao Senado para derrubá-los eleitoralmente.

Em tempo: os três senadores paranaenses são alinhados à Lava Jato, dois foram eleitos em 2018 (Oriovisto Guimarães, do Podemos, e Flávio Arns, da Rede).

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