Colunista do Estadão vê “mocinhos” da Lava Jato virarem bandidos

Publicado em 29 setembro, 2019

Sabe a reviravolta naquele filme que, no final, o mocinho era o bandido e o bandido era o mocinho? Pois bem, é assim que a colunista do Estadão, Eliane Cantanhêde, vê a Lava Jato.

Ela avalia que o ex-procurador-geral da República, Rodrigo Janot, depois das “flechadas” mal disparadas contra Michel Temer fez M… e sentou em cima com a confissão de que cogitou assassinar a tiros o ministro Gilmar Mendes, do STF.

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Cantanhêde enumera os últimos revezes da Lava Jato no Supremo:

1- Proibição do uso de dados do antigo Coaf sem autorização judicial;

2- Anulação da condenação de Aldemir Bendine, por erro processual do ex-juiz Sérgio Moro.

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3- Entendimento que o delatado deve ser ouvido sempre após o delator, haja vista os princípios do contraditório e da ampla defesa.

Mas a colunista do Estadão ao prevê mais sabugadas nos mocinhos que estão virando bandidos:

a) Proibição de prisão com condenação em segunda instância;

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b) Suspeição do então juiz Sérgio Moro;

c) Revisão ou anulação de sentenças e ações contra Lula; e

d) Aprovação da lei de abuso de autoridade.

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“Os mocinhos da Lava Jato vão sendo transformados em bandidos, os réus viram vítimas”, lamenta a jornalista. E, acrescenta, “os réus viram vítimas.”

Sim, exatamente. A força-tarefa Lava Jato não respeitou a Constituição Federal. Era um tribunal de exceção, fora da lei, que cometia e ainda comete crimes em nome de suposto combate à corrupção.

Segundo reportagens da #VazaJato, lideradas pelo site The Intercept Brasil, procuradores da força-tarefa e o ex-juiz Sérgio Moro cometiam toda sorte de corrupção para perseguir e encarcerar seus adversários políticos e ideológicos.

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A Lava Jato também tinha um braço S/A, voltado aos negócios, segundo os arquivos. Movimentou-se milhões em palestras com a chancela do Ministério Público Federal, uma espécie de corrupção, denunciou o ministro Gilmar Mendes.

Já nostálgica, Cantanhêde afirma que “Gilmar Mendes passou esses anos todos como Judas nacional, por enfrentar Janot, Dallagnol, Moro e o ‘lavajatismo’. Hoje, os Judas passam a ser Janot e Dallagnol. Gilmar está na posição de ‘quem ri por último ri melhor'”.

Por fim, a moça do Estadão se despede do Titanic: “A Lava Jato afunda, mas a história saberá calibrar erros e acertos, reconhecendo o enorme bem que fez ao País.”

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PS: a Lava Jato deixa como legado 38,6 milhões de trabalhadores jogados na informalidade; 13 milhões de desempregados; ódio e divisão dos brasileiros; e, de lambuja, Jair Bolsonaro.