Marcha das Margaridas e das Mulheres Indígenas tomam Brasília

Publicado em 14 agosto, 2019
Compartilhe agora!

“Olha Brasília, está florida. Estão chegando as decididas”, cantam as vozes de milhares de Margaridas reunidas no início da manhã. A Marcha das Margaridas e as Mulheres Indígenas ocupam as ruas da Capital Federal desde ontem (13).

A Marcha das Margaridas é uma manifestação realizada desde 2000 por mulheres trabalhadoras rurais do Brasil. O nome e a data lembram a morte da trabalhadora rural e líder sindicalista Margarida Maria Alves, assassinada em 1983 quando lutava pelos direitos dos trabalhadores na Paraíba.

LEIA TAMBÉM
UNE: 1,5 milhão foram às ruas contra Bolsonaro no #Tsunami13Agosto

Intercept forma ‘frente de mídia’ para divulgar #VazaJato

Deltan Dallagnol ‘pedala’ atrás de 12 pedidos de processos administrativos

As atividades da Marcha começaram na terça-feira (13)  com uma sessão solene na Câmara dos Deputados em homenagem a essa diversidade de lutadoras do campo, da floresta, das águas, indígenas, quilombolas. Jovens que fazem sua primeira marcha unidas a participantes de todas as edições, desde ao ano 2000.

Encontraram-se com indígenas, com estudantes, educadores e trabalhadores e fizeram de Brasília a capital das manifestações do 13 de agosto, o terceiro tsunami da educação e em defesa dos direitos e aposentadorias. E encerraram a noite desta terça num ato cultural onde foi lançado o Festival da Juventude, que começa a ser preparado para ocorrer em 2020.

As marchas da Margaridas, em sua sexta edição, e das Mulheres Indígenas, em sua primeira, se encontram por volta agora pela manhã desta quarta-feira e seguem a caminhada para o grande ato final diante do Congresso Nacional, previsto para terminar por volta de 12h30.

O ato terá a presença do ex-candidato petista à presidência da República, Fernando Haddad, que fará a leitura de uma carta do ex-presidente Lula à Marcha das Margaridas – em resposta a uma carta enviada a ele, ontem, pelas mulheres da Marcha.

As informações são da Rede Brasil Atual.

Compartilhe agora!