Ibama do Pará acéfalo desde o início do desgoverno de Bolsonaro

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O Pará, estado que concentra mais de a metade das ocorrências de desmatamento na região amazônica, está sem superintendente do Ibama desde o início do governo Bolsonaro (PSL).

A falta de comando do principal órgão de fiscalização prejudica o combate às ações ilegais, afirmou nesta sexta-feira (16) o secretário estadual de Meio Ambiente, Mauro de Almeida, durante coletiva para tratar do assunto.

Segundo dados divulgados pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), da área total desmatada entre agosto de 2018 julho deste ano, 59% fica no Pará, com o agravante de que grande parte das terras atingidas (71%) são federais.

“Nós não podemos fazer nada sozinho”, reclama o secretário. “É importante que o Ibama se posicione. Primeiro, em não deixar vago o cargo de superintendente. Segundo, fechar um acordo com a Secretaria de Segurança Pública pra que dê apoio às ações [de fiscalização]. Terceiro, pra gente estruturar ações conjuntas Ibama e Semas [secretaria estadual de meio ambiente] para que elas tenham mais força”.

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Outra questão envolve os ataques de Bolsonaro ao Fundo Amazônia. Segundo o secretário, apesar de o governo federal rompido acordos internacionais, o Pará continuará negociando com os países.

“Continuaremos negociando com Alemanha, Noruega, Reino Unido, enfim, que já colaboraram com o Estado do Pará direta ou indiretamente. A orientação do governador é que as parcerias prossigam, mesmo que o governo federal não siga junto”, disse.

As informações são do Brasil de Fato

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