Governadores da Amazônia legal defendem a floresta e criticam Bolsonaro

Publicado em 2 agosto, 2019

Foi realizada nesta semana a 18ª edição do Fórum de Governadores da Amazônia Legal e o 2ª edição do Consórcio Interestadual de Desenvolvimento Sustentável da Amazônia Legal. A reunião elaborou a Carta de Palmas, documento assinado pelos representantes dos nove estados da região.

Na carta, os governadores manifestaram preocupação com o desmatamento ilegal na Amazônia Legal. Eles “ratificam o compromisso institucional de buscar mecanismos reais que garantam o desenvolvimento sustentável da região”, diz o documento.

.

LEIA TAMBÉM
Bolsonaro ‘atirou e matou o carteiro’ com demissão do presidente do Inpe

ONU apela para que Brasil preserve Amazônia da mineração

Bolsonaro é responsável pela invasão de terras indígenas Waiãpis, diz deputada

.

Na carta, os governadores também reiteram a relevância do Fundo Amazônia para a gestão do desenvolvimento a partir da valorização de ativos regionais e a relevância do volume de investimentos disponíveis para os Estados.

“Assim, manifestam o seu apelo para que os assuntos relacionados à implementação do portfólio de investimentos do Fundo e o aprimoramento das suas operações sejam tratados com celeridade, para atender as demandas regionais, em âmbito estratégico e multissetorial, com participação efetiva de todos os Estados da Amazônia Legal.”

O Fundo Amazônia tem por finalidade captar doações para investimentos não-reembolsáveis em ações de prevenção, monitoramento e combate ao desmatamento, e de promoção da conservação e do uso sustentável das florestas no Bioma Amazônia. Ele é gerido pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

.

O problema é que o governo Bolsonaro quer parar de repassar os recursos para as ONGs que combatem o desmatamento e utilizar os recursos para indenizar os proprietários de terras para manterem reservas florestais.

Assinaram a Carta de Palmas os governadores do estado do Tocantins, Mauro Carlesse; do Pará, Helder Barbalho; do Mato Grosso, Mauro Mendes; do Amapá, Waldez Goés; do Amazonas, Wilson Miranda; de Roraima, Antônio Olivério; do Maranhão, Flávio Dino e representantes do estado de Rondônia (Secretário de Desenvolvimento Ambiental, Elias Rezende de Oliveira) e do Acre (vice-governador Major Rocha).

Com informações do T1