Estados Unidos: Centenas de prefeitos pedem maior controle de armas

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Prefeitos de mais de 200 cidades dos Estados Unidos pediram ao Senado, nesta quinta-feira (8), para adotar uma lei urgente que permita estabelecer um maior controle sobre as armas, após dois grandes ataques a tiros no fim de semana.

Os gestores entregaram um documento destinado aos líderes republicano e democrata do Senado, Mitch McConell e Chuck Schumer, respectivamente. Nela, os prefeitos exigem que seja convocada uma sessão extraordinária para aprovar os projetos de lei já foram aprovados na Câmara dos Representantes, os quais permitiriam verificar os antecedentes de todos os compradores de armas.

“Em 2019, já houve mais de 250 ataques a tiros em massa”, explicaram os 214 membros da conferência de prefeitos dos Estados Unidos, entre eles Dee Margo, prefeito de El Paso, e Nan Whaley, de Dayton, as duas cidades onde os ataques do fim de semana deixaram 31 mortos.

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O presidente da conferência, Bryan Barnett, disse que seus membros estão “na linha de frente” diante de uma epidemia que não pode esperar uma solução do governo federal e acrescentou que este não é um problema dos partidos.

A carta faz referência a dois projetos de lei de comprovação de antecedentes aprovados pela Câmara dos Representantes, controlada pelos democratas, em fevereiro. Ambos os textos foram bloqueados por McConnell no Senado, que está nas mãos dos republicanos. O partido é próximo do principal lobby do setor no país, a NRA, que se opõe a qualquer obstáculo à venda de armas.

Os prefeitos explicaram que, se as leis tivessem sido aprovadas antes, grandes massacres poderiam ter sido evitados.

Na quarta-feira, o presidente Trump disse apoiar a legislação proposta no Senado que proíbe a venda para pessoas com doenças mentais. Acrescentou, porém, que acredita não haver apoio político suficiente para aprovar uma lei mais rigorosa, como a que já passou pela Câmara, ou as proibições de fuzis altamente letais.

*Com informções da AFP

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