Por Esmael Morais

Dilma condena elogio de Bolsonaro ao torturador Ustra

Publicado em 08/08/2019


Dilma Rousseff divulgou nota nesta quinta-feira (8) em que lamenta a exaltação do torturador Carlos Alberto Brilhante Ustra pelo presidente da República. “A tortura é considerada crime contra a humanidade”, enfatizou.

Confira a íntegra da nota de Dilma:

É grave que um presidente exalte um notório torturador e defenda a tortura como política de Estado. O Brasil está vinculado ao Estatuto de Roma, acordo elaborado sob a égide da ONU e referendado pelo Presidente da República e pelo Congresso Nacional, em 2002.

Brilhante Ustra, herói de Bolsonaro, ‘institucionalizou’ a tortura no Brasil

Pacote anticrime de Moro vai aumentar encarceramento de negros e pobres, aponta debate na CCJ do Senado

Nele, a tortura é considerada crime contra a humanidade e é crime imprescritível, conforme também aponta a Convenção das Nações Unidas de 26 de dezembro de 1968.

É inadmissível que um chefe de Estado e de governo defenda a tortura e desrespeite os acordos assinados por seu País violando os princípios fundamentais de civilidade da comunidade internacional.

Dilma Rousseff