Crises na PF e na Receita podem derrubar o ministro Sérgio Moro

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O ministro da Justiça, Sérgio Moro, poderá cair do governo nas próximas horas se se ampliar as crises na Polícia Federal e na Receita. O furdunço começou com a intervenção do presidente Jair Bolsonaro (PSL) nos dois órgãos.

Mais cedo o Blog do Esmael anotou que os delegados da PF estariam estudando pedido de demissão coletiva em protesto contra a ingerência do presidente. Os motivos seriam descontentamento com investigações sobre o Caso Queiroz e dos assassinatos de Marielle Franco e Anderson Gomes.

Agora, nesta tarde, vem à tona que a Receita também se subleva contra Bolsonaro.

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De acordo com o Estadão, o presidente da República quer fazer indicações políticas no Rio de Janeiro e em outros postos-chave da Receita Federal.

A reportagem do Estadão faz questão de frisar que a Delegacia da Alfândega da Receita Federal, no Porto de Itaguaí, é estratégica no combate a ilícitos praticados por milícias e pelo narcotráfico em operações no porto, que incluem contrabandeado, pirataria e subvaloração de produtos.

Os dois órgãos (PF e Receita) costumam trabalhar juntos, mas ambos adquiriram “pernas próprias” e mostram que Moro não manda nada nem o ministro da Economia Paulo Guedes. Aliás, Bolsonaro deixou claro na quinta-feira (15) que é ele quem manda na PF e na Receita.

Nunca é demais, também, recordar da crise havida no Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras). Depois do vazamento de dados fiscais do senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), filho do presidente, Moro perdeu o órgão para a Economia.

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