Bolsonaro deixa Exército ‘meia bomba’, sem rancho e contingente menor

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O governo Bolsonaro anunciou novos cortes de verbas para o Exército Nacional obrigando a força dispensar pelo menos 25 mil dos 80 mil recrutas no início de outubro e ainda funcionar somente meio expediente por dia.

Além dos cortes no número de recrutas, o Exército também prevê reduzir operações de treinamentos militares. A situação no Exército já era crítica e foi agravada com os cortes, no primeiro semestre, de R$ 180 milhões que seriam destinados a despesas.

Segundo os militares, a redução contínua no orçamento da Força – neste ano é de R$ 620 milhões, mesmo valor de 2009 -, futuramente pode comprometer até mesmo gastos do dia a dia, como contas de luz, gás, telefone, combustível e até munição.

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“O Exército vai entrar em meio expediente, porque não tem comida para dar para o recruta”. A afirmação divulgada pelo G1 é do presidente Jair Bolsonaro,  uma medida que repete o gesto de Fernando Henrique Cardoso (PSDB) em 2002.

À época, o jornal O Estado de São Paulo reportou que 44 mil recrutas de um total de 52 mil alistados foram dispensados devido ao ajuste fiscal promovido pelo tucano. Naquele ano, as Forças Armadas sofreram um bloqueio de R$ 2,175 bilhões e suspenderam a convocação de recrutas para economizar com refeições e pagamentos.

Em seu discurso na transmissão do cargo de secretário de Economia e Finanças do Exército, o general Marcos Antônio Amaro advertiu que “os insuficientes recursos no orçamento para aquisição e manutenção dos meios e para desenvolvimento das atividades da Força vêm reduzindo a sua operacionalidade a patamares inadequados às suas missões constitucionais e subsidiárias”.

Amaro assumiu o Comando Militar do Sudeste, em São Paulo.

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