Prisão de Lula sustentou enriquecimento de Deltan, diz Brasil 247

Publicado em 14 julho, 2019
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O site Brasil 247 afirma neste domingo (14), à luz de novos vazamentos do Intercept reportados pela Folha, que o procurador Deltan Dallagnol enriqueceu à custa da prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

“Novos diálogos da Vaza Jato revelam que o procurador Deltan Dallagnol discutiu com a esposa e com colegas a criação da uma empresa de palestras, em que não apareceria formalmente como sócio, que lucraria com o prestígio da Lava Jato, que prendeu o ex-presidente Lula sem provas, desempregou milhões de brasileiros e quebrou o setor de engenharia”, registrou o 247.

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Vale a pena repetir a acusação do portal Brasil 247, acerca de Deltan:

1- usar a esposa como laranja numa empresa de palestras;

2- lucrar com o prestígio da Lava Jato;

3- ganhar dinheiro com a prisão sem provas do ex-presidente Lula;

4- faturar até 400k (quatrocentos mil reais) com o desemprego de milhões de brasileiros; e

5- encher as burras com a quebra do setor de engenharia.

O Brasil 247 transcreveu trechos da reportagem da Folha em parceria com o Intercept –assinada pelos repórteres Flavio Ferreira, Leandro Demori e Amanda Audi — para chegar à conclusão de que a prisão de Lula é apenas um negócio para os procuradores da Lava Jato.

“Em um chat sobre o tema criado no fim de 2018, Deltan e um colega da Lava Jato discutiram a constituição de uma empresa na qual eles não apareceriam formalmente como sócios, para evitar questionamentos legais e críticas. A justificativa da iniciativa foi apresentada por Deltan em um diálogo com a mulher dele. ‘Vamos organizar congressos e eventos e lucrar, ok? É um bom jeito de aproveitar nosso networking e visibilidade’, escreveu”, aponta a reportagem do trio na Folha.

O 247 ainda cita outro fulminante trecho da reportagem da Folha:

“Os procuradores cogitaram ainda uma estratégia para criar um instituto e obter elevados cachês. ‘Se fizéssemos algo sem fins lucrativos e pagássemos valores altos de palestras pra nós, escaparíamos das críticas, mas teria que ver o quanto perderíamos em termos monetários’, comentou Deltan no grupo com o integrante da força-tarefa. A realização de parcerias com uma firma organizadora de formaturas e outras duas empresas de eventos também foi debatida nessa conversa. A lei proíbe que procuradores gerenciem empresas e permite que essas autoridades apenas sejam sócios ou acionistas de companhias.”

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