Lava Jato vazou dados contra Maduro na Venezuela

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Novas conversas vazadas pelo Site Intercept em parceria com a Folha de São Paulo apontam que o ex-juiz Sérgio Moro e o procurador Deltan Dallagnol tramaram vazar dados da força tarefa lava jato sobre corrupção na Venezuela para prejudicar Nicolás Maduro.

Segundo The Intercept, os procuradores da Lava Jato se articularam para vazar informações sigilosas da delação da Odebrecht para a oposição venezuelana após uma sugestão do então juiz Sergio Moro.

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“Talvez seja o caso de tornar pública a delação dá Odebrecht sobre propinas na Venezuela. Isso está aqui ou na PGR?”, sugeriu Moro a Deltan Dallagnol em 5 de agosto de 2017.

Deltan respondeu: “Naõ dá para tornar público simplesmente porque violaria acordo, mas dá pra enviar informação espontãnea [à Venezuela] e isso torna provável que em algum lugar no caminho alguém possa tornar público”.

Antes, Deltan já havia dito a Moro, em meio a uma conversa sobre os vazamentos: “Haverá críticas e um preço, mas vale pagar para expor e contribuir com os venezuelanos”.

Em outubro de 2017, pouco antes das eleições dos governos estaduais da Venezuela, vazou nas redes um vídeo do ex-diretor da Odebrecht no país detalhando a corrupção no governo Maduro.

Em uma notícia-crime protocolada pela Odebrecht, a empresa insinuou que o vazamento teria acontecida pela PGR. “Os vídeos dos relatos de todos os colaboradores da companhia, especialmente daqueles que abordam fatos ocorridos no exterior, encontram-se custodiados pela PGR, sendo que jamais foram oficialmente entregues aos colaboradores, aos seus causídicos ou a quem quer que seja”, disse a empresa.

Ou seja, para Moro e Dallagnol não bastava interferir politicamente no Brasil, eles queriam “salvar” os irmão da Venezuela também. Tudo ao arrepio da lei, é claro.

As informações são do Intercept Brasil.