Delúbio Soares, que cumpre pena no semiaberto, é tietado em Curitiba

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O ex-tesoureiro do PT, Delúbio Soares, teve a progressão para o regime semiaberto há 3 meses. Ele cumpre a pena em Curitiba e utiliza uma tornozeleira eletrônica.

Neste sábado (27), durante evento da TV 247, na capital paranaense, Delúbio foi citado diversas vezes por palestrantes e ovacionado pelos cerca de 300 participantes do encontro promovido pelo portal Brasil 247.

Em vários momentos, Delúbio era solicitado para selfies com militantes da Vigília Lula Livre que vieram de todas as partes do País.

O professor de matemática Delúbio Soares de Castro foi condenado a cinco anos de prisão pelo então juiz Sérgio Moro, da 13ª Vara Federal do Paraná, e o TRF4 ampliou a pena para 6 anos. Ele permaneceu 1 ano preso no regime fechado no Complexo Penal de Pinhais, onde ficam custodiados os apenados da Lava Jato na região metropolitana de Curitiba.

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Desfiliado do PT desde 2005, quando estourou o escândalo do mensalão, Delúbio trabalha todos os dias na CUT Paraná com o intuito de remir a pena. Ou seja, a cada 3 dias trabalhados o preso tem um abatido e isso permite a ele progredir novamente para o regime condicional.

O ex-tesoureiro do PT foi condenado porque, segundo a sentença, ele teria garantido o pagamento de empréstimo concedido em 2004 pelo banco Schahin ao pecuarista José Carlos Bumlai.

De acordo com a denúncia do Ministério Público Federal, em 2009, contratos da Petrobras foram manipulados e irregularmente atribuídos ao grupo Schahin como forma de quitar o contrato bancário.

Essa operação supostamente teria rendido R$ 12 milhões para os cofres do partido, que sempre negou ser o beneficiário e sempre acusou Moro de perseguição política.

Delúbio Soares também sempre negou o crime e suscitou a falta de provas em [mais] uma condenação baseada exclusivamente em delação premiada.

O diabo é que as reportagens da Vaza Jato, do site The Intercept Brasil, vem mostrando ao Brasil ao mundo como se deram as sentenças condenatórias de Sérgio Moro. O ex-juiz atuava em conluio com procuradores da Lava Jato para tornar impossível a defesa do réu, conduta vedada pela Constituição Federal de 1988.

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