Caso Aécio não consegue desviar escândalo Moro publicado pela revista Veja

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A Lava Jato tem um modus operandi já bastante manjado. Quando explode uma bomba ou fato negativo contra a força-tarefa ou aliados, sai uma operação, uma denúncia, etc. Foi o que ocorreu nesta sexta-feira (5). O senador Aécio Neves (PSDB-MG) virou réu na Justiça Federal de São Paulo por corrupção e tentativa de obstrução da Justiça. O timing coincide com a reportagem de cada da revista Veja que trouxe hoje novos diálogos entre o ex-juiz Sérgio Moro e o procurador Deltan Dallagnol.

Aécio e tucanos de alto coturno não são alvos da Lava Jato. Recordemos o vazamento de uma conversa entre o julgador (Moro) e o acusador (Deltan), pelo Intercept, no dia 18 de junho, revelando que o ex-juiz da 13ª Vara Federal de Curitiba não queria “melindrar” o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB), pois seu apoio era importante.

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Segue o diálogo:

Moro – 09:07:39 – Tem alguma coisa mesmo seria do FHC? O que vi na TV pareceu muito fraco?

Moro – 09:08:18 – Caixa 2 de 96?

Dallagnol – 10:50:42 – Em pp sim, o que tem é mto fraco

Moro – 11:35:19 – Não estaria mais do que prescrito?

Dallagnol – 13:26:42 – Foi enviado pra SP sem se analisar prescrição

Dallagnol – 13:27:27 – Suponho que de propósito. Talvez para passar recado de imparcialidade

Moro – 13:52:51 – Ah, não sei. Acho questionável pois melindra alguém cujo apoio é importante

Ou seja, o envio do caso ao MPF de São Paulo e a sua divulgação seriam só para desviar a atenção dos críticos da força tarefa que viam nela um instrumento de perseguição a Lula e ao PT.

Voltemos ao Caso Aécio.

A denúncia contra o tucano mineiro também pode ter sido de propósito –para utilizar a expressão de Deltan Dallagnol– com o objetivo de “passar recado de imparcialidade” da Lava Jato e abafar a reportagem da Veja.

“Acho questionável pois melindra alguém cujo apoio é importante”, disse Moro em relação ao outro tucano.

A máxima que valeu para FHC igualmente valerá para Aécio?

A conferir.

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