Caravana percorre o Nordeste em defesa da terra, das aposentadorias e Lula Livre

Publicado em 31 julho, 2019

Um grupo de parlamentares do PT vai percorrer os estados da Bahia, Sergipe e Pernambuco, a partir desta quarta-feira (31), para dialogar com a população sobre os riscos do governo Bolsonaro para os trabalhadores e para fazerem a defesa da libertação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, mantido preso político desde abril de 2018. A paralisação da reforma agrária e a perda de direitos causada pela “reforma” da Previdência, em discussão no Congresso Nacional, estão entre os principais temas da Caravana da Resistência: Por terra, aposentadoria digna e Lula Livre.

A caravana vai começar por Juazeiro, no semiárido baiano, atravessando mais de dois mil quilômetros acompanhando o trajeto do Rio São Francisco, com paradas em oito municípios – Uauá, Canudos e Paulo Afonso, na Bahia, Canindé do São Francisco, Poço Redondo e Nossa Senhora da Glória, em Sergipe, e Águas Belas, Garanhuns, em Pernambuco – e encerramento na sexta-feira (2) em Caetés, onde nasceu o ex-presidente.

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Participam os senadores Humberto Costa (PE) e Rogério Carvalho (SE), o líder do partido na Câmara, deputado Paulo Pimenta (RS), o coordenador do Núcleo Agrário da bancada, deputado João Daniel (SE), os deputados Carlos Veras (PE) e Valmir Assunção (BA), além de movimentos sociais e entidades de luta campesina. Os encontros serão realizados em acampamentos e assentamentos na região.

“Vamos percorrer os caminhos que o ex-presidente Lula fez não apenas em 2017, durante a Caravana pelo Nordeste, mas em vários outros momentos da sua trajetória política, como a Caravana da Cidadania nos anos 80, as várias campanhas eleitorais e, posteriormente, atos de inauguração de obras que ele entregou ao povo enquanto foi presidente”, explica Pimenta.

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“O presidente Lula pediu e nós estamos percorrendo o interior do Brasil para ouvir o povo e para denunciar as maldades que o governo Bolsonaro está promovendo, como a destruição da Previdência pública, o desmonte das políticas de reforma agrária, a liberação indiscriminada de agrotóxicos, a entrega da Amazônia para os Estados Unidos, a criminalização dos movimentos sociais e as ameaças aos jornalistas que exercem o seu ofício”, afirmou João Daniel.

Por RBA