Bolsonarista, Estadão vê falta de impessoalidade de Bolsonaro

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O Estadão atacou de coach do presidente Jair Bolsonaro (PSL) nesta segunda-feira (22). Em editorial, o jornalão reclama da falta de impessoalidade do capitão reformado.

O editorialista quis dourar a pílula ao omitir que a falta de impessoalidade agride o art. 37 da Constituição Federal.

“A esta altura, está mais do que evidente que o presidente Jair Bolsonaro não sabe agir com a impessoalidade que há de caracterizar o exercício da Presidência da República”, diz o Estadão, que não teve a coragem de alertar a seu aliado que há um crime continuado.

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A Constituição de 1988 exige do governante o zelo pelo princípio da impessoalidade no trato da coisa pública, mas Bolsonaro o despreza e o Supremo Tribunal Federal (STF) faz cara de samambaia em relação à fala como esta: “Pretendo beneficiar filho meu, sim. Se eu puder dar um filé mignon para o meu filho, eu dou, mas não tem nada a ver com filé mignon essa história (da embaixada nos Estados Unidos). É aprofundar relacionamento com a maior potência do mundo.”

Voltemos ao editorial de hoje.

“Dos mais relevantes temas para o País, como a indicação de um embaixador, às troças com autoridades, tudo parece ser tratado pelo presidente da República fora da dimensão da impessoalidade do cargo”, concorda o Estadão em outro trecho.

O jornalão paulistano ainda crava que “Nada parece escapar do crivo afetivo do presidente. Jair Bolsonaro é capaz de atacar ao mesmo tempo tanto prosaicas mudanças no funcionamento de aplicativos como o Instagram como o conteúdo dos filmes produzidos com recursos da Ancine.”

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