Por Esmael Morais

A Lava Jato quebrou as construtoras e elevou o desemprego no País

Publicado em 01/07/2019

Fac-símile de reportagem no Valor sobre desemprego causado pela lava jato.

O jornal Valor Econômico trouxe nesta segunda-feira (1º) a informação de que as construtoras perderam 85% de sua receita de 2015 para cá, período que coincide com a operação Lava Jato.

O leitor do Blog do Esmael sempre soube que a força-tarefa, além de destruir a memória técnica e receita das empreiteiras, também estava acabando com o emprego dos trabalhadores brasileiros. Aqui há um link para as principais discussões nesta página democrática.

“A construção pesada fechou 1 milhão de vagas, 40% dos empregos perdidos pelo país nesse período”, confirma o Valor.

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Segundo a reportagem, as maiores construtoras brasileiras, que estiveram no centro da Lava Jato, encolheram drasticamente em curto espaço de tempo.

“Do auge, em 2015, a receita líquida do grupo que inclui Odebrecht, Andrade Gutierrez, Camargo Corrêa, Queiroz Galvão, Galvão Engenharia, UTC e Constran caiu 85%, de R$ 71 bilhões para R$ 10,6 bilhões em 2018”, registra o Valor, que emenda: “A OAS, segunda maior em 2015, ainda não publicou seu balanço.”

Note o caríssimo leitor que a Lava Jato desgraça a economia nacional desde o golpe, iniciado em 2015, com a queda de Dilma Rousseff (PT) no ano seguinte, e consolida o desmonte da indústria pesada com a ascensão de Michel Temer (MDB) e completa o ciclo com a ajuda na eleição de Jair Bolsonaro (PSL).

A mesma percepção tem o dono do Grupo Bandeirantes, João Carlos Saad, que, ainda de forma tímida e constrangida, criticou em 17 de junho a destruição econômica causada pela Operação Lava Jato.