Veja abandona Moro e elege Maia como seu novo super-herói

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Que o jornalismo da revista Veja é uma fábrica de super-heróis chinfrins todos nós sabemos. Basta analisarmos a efemeridade deles: Collor de Mello, no passado; Jair Bolsonaro e Sérgio Moro até pouco tempo atrás; e agora elegeu o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, para o papel de novo Chapolim Colorado.

Moro foi abandonado pela publicação da Abril que, na semana passada, quando trouxe na capa o ex-juiz da Lava Jato “desmoronando” com os vazamentos do site The Intercept Brasil.

Bolsonaro também foi escanteado pela Veja faz muito tempo. O capitão é tratado como uma espécie de Rainha da Inglaterra que reina, mas não governa. Ora, quem dá as cartas é o ministro da Economia, Paulo Guedes, ora Rodrigo Maia, o herói da vez, embalado como “Primeiro Ministro” da monarquia bolsonarista.

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Maia é uma tentativa desesperada da velha mídia aprovar, via Congresso, da reforma da previdência. O projeto em discussão no parlamento visa descapitalizar os trabalhadores, com o fim da aposentaria, para capitalizar os bancos. Trata-se, portanto, do maior confisco da história do capitalismo mundial.

O presidente da Câmara, em entrevista de capa, abriu fogo contra Bolsonaro –a Rainha da Inglaterra:

“O presidente tem uma agenda muito voltada para os segmentos da sociedade que o levaram ao Palácio do Planalto. Ele fala a nichos bem específicos. Fala ao caminhoneiro, ao pessoal das armas, aos evangélicos, aos militares. Foca muito esses temas que são mais do cotidiano e não olha para uma agenda de longo prazo.”

Bolsonaro teme a agenda econômica dos banqueiros e da mídia. Ele sabe que o fim da aposentadoria o eliminará da reeleição de 2022, quadro em que até o ministro da Justiça, Sérgio Moro, já funga em seu cangote aparecendo no segundo lugar, de acordo com a Paraná Pesquisas.

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