Bolsonaro quer capitalizar os bancos e descapitalizar os trabalhadores

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O presidente Jair Bolsonaro (PSL) anda bastante tenso com a economia, qual que desconhece, por isso muito assustador. Mas ele tem dito por meio de seus porta-vozes que insistirá no regime de capitalização dos bancos após a descapitalização dos trabalhadores, se a reforma da previdência passar no Congresso.

A Comissão Especial da Reforma da Previdência em tramitação na Câmara, cujo relator é o deputado Samuel Moreira (PSDB-SP), retirou do texto-base a capitalização –que os bancos queriam– e incluiu o aumento da alíquota da Contribuição Social Sobre Lucro Líquido (CSLL) dos bancos dos atuais 15% para 20%, o que eles não queriam.

Apesar da derrota governo na Comissão Especial, o governo Bolsonaro estuda enviar à Câmara dos Deputados um projeto específico para capitalização da previdência no segundo semestre de 2019. Ou seja, tem tudo para bater na trave outra vez.

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O ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, reconhece que a capitalização não passa no Congresso Nacional nem que vaca tussa arroz doce.

“Vamos ver se consegue voltar no plenário e, se eventualmente, não for possível, no segundo semestre enviaremos um projeto mais detalhado”, afirmou o ministro nesta segunda-feira (17), em São Paulo.

A bandeira da capitalização é no governo uma bandeira de Paulo Guedes, homem dos bancos e fiador de Bolsonaro diante de especuladores e do sistema financeiro. O Sistema prevê descapitalizar os trabalhadores em até R$ 1,5 trilhão para capitalizar os meia dúzia de gordos banqueiros.

O diabo nisso tudo é que Bolsonaro, mesmo não entendendo de economia, sacou esse “troço” pode derrubá-lo do governo se não gerar emprego e renda para os brasileiros. Por isso a demissão de Joaquim Levy do BNDES. A recessão econômica ainda poderá derrubar o próprio Guedes, sujeito que foi incapaz de assegurar a reforma dos sonhos dos bancos.

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