Pode um ministro do STF vender seu País ao estrangeiro?

Publicado em 20 maio, 2019
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Que feio, ministro Luís Roberto Barroso. Como ousastes vender seu próprio País no estrangeiro?

O ministro do STF defendeu a reforma da previdência, na semana passada, em Londres, durante a conferência de abertura do Brazil Forum UK.

“A previdência é uma transferência de pobres para ricos. Pobre não se aposenta com 50 anos. Ele nem consegue comprovar o tempo de contribuição. Pobre se aposenta por idade. O sistema é extremamente injusto e perverso. Nós precisamos de programas sociais sérios”, disse o magistrado na terra da Rainha Elisabeth II.

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O diabo é que a matéria é controversa no Congresso Nacional brasileiro e a maioria da população é contra o confisco previdenciário porque irá representar o fim da aposentadoria.

Por outro lado –e o ministro do Supremo sabe disso– os bancos privados querem faturar até R$ 1 trilhão com o sistema de capitalização no qual o trabalhador seria o responsável por sua própria poupança, sem a participação das empresas e do governo. Ou seja, o Brasil deixaria o regime solidário –copiado da Alemanha– para adotar o regime solitário em que o trabalhador teria de escolher, quando estiver empregado, entre comer, comprar comida, pagar aluguel e escola ou guardar seu dinheiro para o futuro com meia dúzia de felizes banqueiros.

O que o ministro Barroso defendeu em Londres é um escárnio. Parecia mais banqueiro do que juiz cujo “norte” deveria ser a preocupação com direitos fundamentais de seus jurisdicionados.

A previdência pública é estratégica para o País haja vista que a maioria dos trabalhadores tem apenas a mão de obra para vender. Uma vez que ela se escasseia ele [a mão de obra] o trabalhador não tem outros meios de subsistência que não a seguridade social, a poupança previdenciária, porque não acumulou bens ao longo da vida e não possui renda extra como os ricos.

As declarações do ministro Luís Roberto Barroso o tornam suspeito para julgar matérias futuras sobre a reforma da previdência no Supremo.

O ministro do STF deveria saber que emprego, dignidade, salário e riqueza se conquistam com desenvolvimento econômico e não com concentração nas mãos do sistema financeiro. Portanto, privatização e confisco de ativos jogam contra os interesses maiores de uma nação que se pretende soberana.

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