Por Esmael Morais

MDB retalha reforma da previdência

Publicado em 02/05/2019

O presidente Jair Bolsonaro (PSL) terá mais problemas, além do Centrão, para aprovar a reforma da previdência.

Se o capitão espera aprovar o fim da aposentadoria para continuar no cargo, como condicionam os jornalões, coitado, terá ainda a contrariedade do MDB nacional.

De acordo com a direção emedebista, em nota oficial, o partido é contra mudanças nas regras para o BPC (Benefício de Prestação Continuada) – pago a idosos e deficientes de baixa renda –, para as aposentadorias rurais e a retirada de condições especiais para aposentadorias de professores.

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No entanto, a agremiação afirma que aceita modular a discussão acerca da pensão por morte; aposentadorias especiais; novas alíquotas de contribuição; restituição do abono salarial; e o regime de capitalização.

Mas o MDB jura que não é só do contra ao assegurar que apoia os seguintes itens: idade mínima; aposentadoria por tempo de contribuição; revisão de aposentadoria por invalidez; e redução da despesa de previdência.

O MDB possui a sexta maior bancada na Câmara com 34 deputados federais no exercício do mandato (6,6% do total de assentos). No Senado, a presença do partido é mais forte com 13 senadores (16% do plenário).

Trocando em miúdos, o MDB repetiu a mesma coisa que falou Paulinho da Força — a gradação da reforma da previdência.

Os emedebistas elegeram na eleição de 2016 o maior número de prefeitos no Brasil (1.026) e sabem que, na disputa de 2020, poderão desaparecer se apoiarem a reforma de Jair Bolsonaro que visa interesses de banqueiros e barões da velha mídia. O dinheiro de aposentados, pensionistas, viúvos e órfãos é o que movimenta a economia nos mais distantes rincões do País.

Veja os pontos que o MDB contesta e os que ele aceita discutir na reforma da previdência: