Jornalista Gilberto Dimenstein “se arrepende de ter apoiado Moro”

Publicado em 13 maio, 2019
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O jornalista Gilberto Dimenstein declarou no início da tarde desta segunda-feira (13) que se arrependeu de ter apoiado o ex-juiz Sérgio Moro, atual ministro da Justiça e Segurança Pública do governo Bolsonaro. “Estou arrependido de ter defendido tanto Sérgio Moro”, disse o proprietário do site Catraca Livre.

O jornalista pede desculpas aos leitores e faz um mea culpa por ter defendido Sérgio Moro. “Sempre defendi Sérgio Moro pelo seu trabalho à frente da Lava Jato. Se alguém tiver dúvidas, procure no Google”, declarou.

“Peço desculpas aos leitores por ter ajudado a criar uma imagem heroica de alguém que não a merecia”, também disparou arrependido.

Em longo texto no site Catraca Livre, Gilberto Dimenstein inumera o rol de motivos que o levaram a não confiar mais em Sérgio Moro: “Cheguei até a minimizar internamente (confesso e peço desculpas) quando foi revelado seu indigno auxílio-moradia: ganha R$ 4 mil embora tenha casa na mesma cidade onde trabalha. Esclareço que a Catraca Livre não deixou de noticiar – afinal, fizemos e continuamos fazendo campanha contra essa indignidade”, assinalou.

O jornalista arrependido disse também: “Nunca aceitei as acusações – e continuo não aceitando – que Sérgio Moro estivesse atuando para ajudar esse ou aquele candidato”.

Dimenstein deixou de ser fã do ministro de Bolsonaro. “Deixei de ser fã de Moro – e sou obrigado a suspeitar de coisas que eu não suspeitava”, lamentou.

“Deixei porque o considerava um dos poucos homens públicos que colocavam o interesse da nação acima do interesse pessoal. Coisa rara”, explicou.

“O general Mourão disse abertamente, em público, que ainda durante a campanha Moro tinha sido sondado para ser ministro. Lembremos que, na véspera do primeiro turno, ele liberou trechos da deleção premiada de Palocci”, lembra ainda o jornalista.

Sem querer, Gilberto Dimenstein aponta o resultado da nebulosa negociação com Bolsonaro por uma futura vaga no Supremo Tribunal Federal (STF). “O que importa agora é o seguinte: o juiz arranhou a Lava Jato, dando de bandeja a desculpa que o PT e Lula sonhavam. Não é possível que ele não imaginou que isso iria acontecer. Em essência, ele colocou a vaidade na frente de sua inteligência”, constatou.

“Agora é torcer para que Moro, à frente do Ministério da Justiça, tenha mostrado que valeu a pena colocar sua vaidade acima da inteligência” finaliza com lamúria o jornalista.

*Com informações do Catraca Livre

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